Melasma
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Melasma piora com exposição ao sol, mas tem tratamento; saiba como agir

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Quem tem melasma sabe que o sol é o inimigo número um das manchas. Isso porque entre as principais razões para o aparecimento e piora das marcas pigmentadas está a exposição solar. Por isso, se você reparou que suas manchinhas ficaram mais visíveis depois dos dias de praia e piscina deste final de ano, não se assuste: é normal e esperado que isso aconteça. Para te ajudar a amenizar o avanço do seu melasma, GLMRM conversou com a médica dermatologista Calu Franco, que começa explicando o que é, afinal, esta condição de pele, tão recorrente entre as mulheres.

“Melasma é uma mancha escurecida, mais comum de aparecer no rosto, na região malar, no buço e até na fronte. Ele pode existir no corpo e, quando isso acontece, é chamado de melasma extrafacial. O seu surgimento implica uma manifestação genética, porque, uma vez que a gente sabe que o melasma está relacionado com estrogênio e com a exposição ao sol, temos a certeza de que é uma característica individual de cada paciente: afinal, não é todo mundo que tem estrogênio que vai ter melasma, por exemplo”, explica a especialista que acrescenta: “No caso das gestantes, que apresentam uma piora das manchas, tem a ver com o pico hormonal”.

Segundo a especialista, a maior dica para tentar evitar a pigmentação durante o verão é o uso de antioxidantes, como a vitamina C, tanto por via oral quanto tópicos. “Eles diminuem o processo inflamatório e melhoram muito a qualidade da pele, espaçando essa tendência de superpigmentação”, explica a médica que avisa: “o melasma tem controle, mas, se não tratamos as manchas, elas escurecem cada vez mais”.

“Antioxidantes diminuem o processo inflamatório e melhoram muito a qualidade da pele. Melasma tem controle”

Médica dermatologista Calu Franco

O tratamento funciona, basicamente, pela associação de clareadores com antioxidantes e protetor solar. “Os cuidados do melasma serão sempre diários, usando clareadores que vão bloquear a repigmentação e, muitas vezes, já quebrar o pigmento existente. Existem tipos de clareadores que indicamos mais para a noite e outros que podem ser aplicados pela manhã, mas, em todos os casos, é imprescindível o uso do protetor solar“.

Para os casos mais avançados, hoje já existem no mercado diversos tratamentos disponíveis que vão desde sessões de laser até de PRP (plasma rico em plaquetas). “Com os lasers é preciso tomar muito cuidado, porque o melasma é uma doença inflamatória. Se o laser for usado com uma potência errada, por exemplo, acaba inflamando a pele ou esquentando-a. Toda vez que você esquenta a pele, gera uma inflamação e um rebote dessa pigmentação mais tarde”, explica a dermatologista. “Peeling e microagulhamento são duas indicações interessantes. Atualmente, usamos até um pouco de PRP para melhorar a espessura da pele e diminuir sua reatividade, amenizando, assim, o pico de inflamação”, finaliza.

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