29.06.2020  /  11:05

Confira como famosos comemoraram o Dia do Orgulho LGBTQI+ ao redor do mundo

Pabllo Vittar, Nanda Costa e Ludmilla ao lado da esposa, Brunna / Crédito: Instagram

Neste ano, não foi possível encher as ruas de música e bandeiras coloridas como acontece todos os anos na Parada LGBTQI+. Devido à pandemia do coronavírus, as comemorações precisaram ser adaptadas, como tudo mais. A solução? Uma festa colorida nas redes sociais com direito a muitas fotos e lives para que esse dia, que marca os 51 anos da Revolta de Stonewall, não passasse em branco.

Famosos nas redes
João Cortes escolheu esse dia especial para conversar com o público sobre sua sexualidade. “Sabia que era gay desde os 14 anos. Foi por aí. Sabia, mas na época isso era só um leve impulso. Uma sensação. Um sentimento abstrato e distante. Nunca soube o que fazer com aquilo. Então dobrei e guardei numa caixinha, embaixo do meu caos emocional”, escreveu o ator na publicação com quase 2 mil comentários de apoio.

Além dele, outros artistas comemoraram a data em suas redes sociais:

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🌈❤️✊

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Stand together and spread love. #Pride @edbyellen

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Vamos falar de amor? ☺️ Quero agradecer o @jornalodia pela matéria nesse dia tão importante. Hoje é o dia de uma luta que era minha mesmo antes de ser. A minha história pode ter sido sem traumas, sem dor. Mas infelizmente nem todo mundo tem essa mesma experiência. Somos o país que mais mata lgbtqia+ do mundo. Isso é assustador. É assustador como muitas pessoas tiveram suas vidas interrompidas e não puderam realizar seus sonhos. E por quê? Porque estavam amando. Amando outra pessoa e amando a si mesmas, encontrando sua própria felicidade. Sabemos que essa situação não é de hoje e que a sociedade atual é resultado de milhares de anos construindo pessoas que precisam seguir um padrão. Um padrão de corpo, de opiniões, de relacionamentos. Mas o agora nos dá a oportunidade de rever todos esses conceitos e focar no que é essencial: o amor. Amor em todas as suas formas e cores, simplesmente amor. ♥️🌈 #pride

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Orgulho

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28 de junho Bicha, viado, sapatão, caminhoneira, bambi, lésbica, gay, aberração, mulherzinha, travesti, trava, machona (…) 1. A história dessas palavras nos remetem a violência e opressão. A linguagem acompanha o tempo, traz arraigada a ideia de mundo da pessoa que verbaliza, a palavra tem significados e significantes. O Brasil mata, viola e silencia pessoas LGBTQI+ a todo segundo. Eu sou sapatona, marco aqui com orgulho não porque eu ache que essa palavra me define em absoluto, mas porque é político, é PRECISO destacar que a heteronormatividade é uma FALACIA, é mentira, somos muitxs, e ser sapatona é a prova das falhas que a sociedade construiu. E quando digo “lésbica” tantas pessoas se ofendem por mim, e imediatamente penso o mar de significados, história que essa definição carrega, penso nas tantas vieram antes de mim que me defenderam de pedradas e ofensas, e penso em outras tantas hoje que são atingidas em cheio. O movimento LGBTQI+ tem história, as pessoas que vieram antes de nós abriram espaço, precisamos continuar. 2. Como vocês sabem fiz o Ivan,personagem trans na Força do Querer, na época li Judith Butler fazia parte do mergulho que eu estava fazendo para entender o que era Gênero, e foi pra mim também transformador. O que é ser mulher?, eu me perguntava, e Butler: “Se há algo de certo na afirmação de Beauvoir de que ninguém nasce e sim torna-se mulher decorre que mulher é um termo em processo, um devir, um construir de que não se pode dizer com acerto que tenha uma origem ou um fim. Como uma prática discursiva contínua, o termo está aberto a intervenções e re-significações. Mesmo quando o gênero parece cristalizar-se em suas formas mais reificadas, a própria ‘cristalização’ é uma prática insistente e insidiosa, sustentada e regulada por vários meios sociais.” Nesse processo de mergulho para fazer Ivan comecei a imaginar quem ele era,vislumbrei sua saga,eu projetei um caminho contrário de construção de personagem, comecei pelo fim, porque o que eu sabia era quem era Ivan, a Ivana nasceu de várias camadas que a sociedade/a família impôs a ele {CONTINUA NOS COMENTÁRIOS}

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Happy #pride everyone!! . 🟥🟧🟨🟩🟦🟪⬛️🟫

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Luzes no Congresso

Pela primeira vez na história, o congresso recebeu luzes coloridas com as cores da bandeira LGBT, ao lado de palavras como ‘Diversidade’ e ‘Orgulho’. As luzes permaneceram acesas por 30 minutos, a partir das 20h. Confira!

Lives

Por motivos óbvios, as comemorações rolaram online, como o Global Pride. O evento celebrou a data e representou cerca de 500 paradas canceladas ao redor do mundo. Organizações de diversos países uniram forças e transmitiram shows e depoimentos de membros da comunidade, como Adam Lambert, Pabllo Vittar, Courtney Act, e mais.

Falando em Pabllo, a drag mais famosa do Brasil realizou a live ‘Pride with Pabllo & Friends’, com a participação de Tove Lo, Thalía, Lauren Jaregui e Diplo. Outra live de arrasar foi a de Daniela Mercury, que cantou seus grandes sucessos nesse domingo. Glória Groove também fez a sua primeira live solo neste sábado, às 20h, para celebrar o Orgulho Gay.

#ParadaNasParedes

O projeto #ParadaNasParedes, de Abba Cashier, Paula Marujo, Flávio Franzosi e do site DragTherapy, relembrou a Revolta de Stonewall e a jornada da ativista trans Marsha P. Johnson com o lançamento de um vídeo de drag queens e kings se montando na quarentena. O resultado foi publicado nas redes e projetado simultaneamente em paredes de cidades brasileiras. Confira!

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Seguimos resistindo. #paradanasparedes #projetemos

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#projetemos #paradanasparedes

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#paradanasparedes

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#paradanasparedes

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Stonewall Foundation

A Stonewall Foundation, que apoia o movimento LGBT através de doações que garantem questões importantes da vida da comunidade, como saúde e aceitação, lembrou no Instagram de grandes nomes dos motins de Stonewall de 1969 – precursores do movimento LGBTQ e a razão pela qual comemoramos o Orgulho todos os anos!