08.03.2020  /  9:00

Como os bilionários estão se preparando para o risco de uma epidemia causada pelo coronavírus

Os muito ricos já estão se preparando para o pior || Créditos: Reprodução

O surto de Covid-19 em vários países pode até ter derrubado os mercados internacionais, mas em compensação também serviu para aumentar a busca pelos serviços oferecidos pela empresa americana Private Medical, que quadruplicou nas últimas semanas. Com escritórios em San Francisco, Los Angeles, Nova York e no Vale do Silício, a companhia funciona como uma espécie de “family office” misturado com concierge para os muito ricos, a quem oferece as últimas e mais exclusivas novidades em saúde e bem estar e também a possibilidade de investir em novos negócios ligados a esses segmentos. Na parte de real estate, o grande destaque é a venda de casas e terrenos na Nova Zelândia, que é apontada há tempos como um dos países que menos sofreriam danos diante da iminência de um apocalipse global.

Para participar desse clubinho para poucos, só sendo indicado por algum sócio, e com a possibilidade cada vez mais real de uma epidemia internacional causada pelo novo coronavírus, dá pra imaginar que muitos multi-milionários e bilionários de todo o mundo estão desesperadamente em busca de alguém para apadrinhá-los a fim de conquistar o privilégio. Aliás, comenta-se em NY que a Private Medical está bancando sua própria pesquisa para descobrir uma vacina contra o Covid-19, graças aos aportes que recebeu de vários membros do clube dos dez dígitos. Ken Langone, um dos maiores acionistas da Home Depot, seria um deles.

À parte a busca incessante por uma cura para a doença mais ameaçadora do momento, a Private Medical também oferece pacotes para “quarentenas de luxo” em bunkers espalhados pelos Estados Unidos, o acesso a uma rede de jatinhos prontos para o embarque imediato em várias localizações (para o caso de uma evacuação às pressas) e planos luxuosos de tratamento médico que deixariam muitos cinco estrelas morrendo de inveja. Entre seus fundadores há investidores de Wall Street e outras pessoas do mesmo naipe porém de áreas distintas, mas eles não gostam de chamar atenção por medo de serem vistos como egoístas. Além desse receio, todos também têm em comum a crença de que o dinheiro pode mesmo comprar tudo – inclusive um tíquete para escapar do fim do mundo com todo o conforto possível. (Por Anderson Antunes)