07.06.2019  /  10:21

Como a moda – e não a música – poderá transformar Rihanna na primeira cantora bilionária da história

Rihanna || Créditos: Reprodução

Rihanna conquistou nessa semana, com apenas 16 anos de carreira e aos 31 de vida, um feito que Madonna, que em agosto completa 61 primaveras, levou o dobro do tempo de batente da colega para atingir: a intérprete do megahit “Umbrella” se tornou a cantora mais rica do mundo, tirando da material girl um título que era dela desde o fim dos anos 1980. Com uma fortuna recentemente estimada em US$ 600 milhões (R$ 2,3 bilhões, ou uns US$ 30 milhões/R$ 116,8 milhões a mais do que Madge tem na conta), Rihanna já é apontada como uma bilionária em potencial, e nesse caso ela se tornaria o primeiro grande nome da música a entrar para o clube dos dez dígitos, independente do sexo.

Só para se ter uma ideia do que isso significa, o representante da categoria que mais chegou perto de se tornar um bilionário até hoje foi Paul McCartney, que de seus tempos como um dos integrantes dos Beatles pra cá conseguiu juntar algo em torno de US$ 850 milhões (R$ 3,3 bilhões). Pela lógica dos números, dá pra dizer que ele – e não Rihanna – está mais perto do primeiro bilhão, certo? Não é bem assim, já que a estrela barbadiana tem uma carta na manga para chegar lá com a qual o coautor de “Help!” e “Yesterday” (junto com John Lennon) jamais sonhou: não é exagero dizer que a bela e afinada agora também é um dos maiores nomes da moda.

Pelo menos há dois anos RiRi dedica a maior parte de seu tempo à Fenty Beauty, marca de produtos de beleza que tirou sozinha do papel e que fechou 2018 com a incrível marca de US$ 570 milhões (R$ 2,2 bilhões) em receitas. Eleita uma das melhores invenções de 2017 pela revista “Time”, a Fenty faz particular sucesso com uma linha de maquiagem voltada para mulheres e homens negros que, assim como sua fundadora, sempre tiveram problemas para encontrar os blushs e afins ideais para seus respectivos tons de peles. De tão boa que foi, a tirada chamou a atenção do gigante francês LVMH, o maior conglomerado de marcas de luxo do planeta.

Poucos meses depois da fundação da Fenty, o poderoso Bernard Arnault – maior acionista e CEO do LVHM – mandou seus executivos sondarem Rihanna sobre a possibilidade de se tornar sócio da popstar no negócio. Conversa vai, conversa vem, eles finalmente chegaram a um acordo em meados do ano passado que resultou na criação de uma label de roupas com sede na França e cuja diretora-criativa é a própria RiRi – frise-se que nunca no país uma maison desse porte teve uma negra no comando. E graças ao acesso que a partir de agora terá ao caixa, além da popularidade já alcançada entre o público alvo, a Fenty tem grandes chances de dobrar seu faturamento até 2021.

Some-se a isso a renovação da parceria de Rihanna com a Puma (na Fenty X Puma, de roupas e calçados esportivos) e a recém-lançada e muito bem encaminhada Savage X Fenty (de lingerie) e dá pra dizer que aquela que também reina absoluta no universo dos memes de fato logo, logo poderá adicionar “primeira bilionária da música” em seu currículo. A menos que McCartney surja do dia pra noite com um novo single capaz de lhe render muitos milhões em royalties do dia pra noite, ou que a MDNA Skin, a marca de produtos de beleza que Madonna lançou em 2014, finalmente decole. Por enquanto, quem está no páreo é mesmo RiRi. (Por Anderson Antunes)