Felipe minutos antes do show no Camarote Salvador
Felipe minutos antes do show no Camarote Salvador || Créditos: Bruna Guerra

Felipe Pezzoni, da Banda Eva, avisa: “Todo momento de transição é difícil”

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Felipe minutos antes do show no Camarote Salvador  ||  Créditos: Bruna Guerra
Felipe minutos antes do show no Camarote Salvador || Créditos: Bruna Guerra

Há dois anos, Felipe Pezzoni, teve o desafio de substituir Saulo Fernandes à frente da Banda Eva, que conseguiu manter o sucesso conquistado por sua antecessora, Ivete Sangalo. O desafio não é pequeno e Glamurama bateu um papo com o cantor, que levantou as areias do palco Praia, no Camarote Salvador, nessa sexta-feira, para falar sobre este e outros assuntos. À entrevista.

Glamurama: Qual é o desafio de substituir o Saulo Fernandes na Banda Eva?
Felipe Pezzoni: Não encaro esse desafio como uma substituição ao Saulo. Esse é o histórico da banda e sei que toda fase de transição é difícil. O bom é que o tempo é o remédio para tudo.

Glamurama: Você se sentiu pressionado quando entrou na banda, em 2013? Essa pressão ainda existe?
Felipe Pezzoni: Me senti cobrado no primeiro ano. O Saulo deixou uma obra linda no Eva. Hoje, as pessoas já não fazem mais comparações. Já sabem quem é cada um. Estamos fazendo um trabalho de formiguinha e estou conquistando o meu espaço.

Glamurama: Em 2016 os trios voltaram a desfilar sem cordas o que acha disso? Acha que os abadás deveriam acabar?
Felipe Pezzoni: Acho sensacional os trios sem cordas. O propósito sempre foi de que a música deve chegar ao povo e a pipoca permite isso. O fim das vendas dos abadás e dos trios com cordas ainda precisa de uma longa discussão, até que encontre um formato ideal. Mas acho sensacional o resgate da origem do nosso Carnaval.

Glamurama: Você representa essa nova fase do axé? O que vocês estão trazendo de novo?
Felipe Pezzoni: Eu acredito que esta nova safra é muito boa, mas vamos colher frutos ao longo prazo. O axé passa por um momento de transição e os resultados devem aparecer em três anos. Inovar é preciso, além de manter o respeito pela música. O Eva tem a ousadia como essência e mantemos o nosso som, mesmo com o sertanejo em alta, por exemplo.

Glamurama: E o que a banda Eva traz para 2016?
Felipe Pezzoni: Este ano, a banda Eva trocou o circuito do Campo Grande pelo Barra Ondina no Carnaval. Também lançamos o primeiro DVD “Eva – Sunset” no fim do ano que foi gravado em São Paulo em um show menor, quase uma experiência sensorial, já o show foi na cobertura do hotel Tivoli, nos Jardins.

Play para conferir um trecho do show da banda Eva no Camarote Salvador.

Acompanhe a cobertura completa do Carnaval pelo Brasil no Canal Comissão de Frente por Gillette Venus.

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