17.06.2009  /  10:32

TEMPO DE MODA

TEMPO DE MODA…

Clarice Lispector escreveu certa vez: “Andem na moda, claro! Adotem penteados, pinturas, adereços modernos! Mas modernizem, antes de qualquer coisa, a sua mentalidade!” Já que é tempo de SPFW, e como Coco Chanel, sem dúvida, a maior personalidade da moda de todos os tempos, não apenas criou um estilo, mas revolucionou o pensamento de sua época, que ainda reflete no que se cria e se usa atualmente, o Canal Livraria da Vila escolheu dois livros sobre a estilista francesa para abrir a seleção de livros da área que vale a pena ter na estante.

“A Era Chanel”, Ed. Cosac Naify
A biografia de Gabrielle Chanel (1883-1971), escrita francesa Edmonde Charles-Roux (com trad. de Paulo Neves), mostra no texto que permeia cerca de 400 imagens tanto a personalidade radicalmente inovadora que se tornou ícone da moda no século XX como também a mulher vulnerável que a estilista foi em sua vida amorosa. Cortejada pelo grand monde: teve como amigos Picasso, Stravinski, Isadora Duncan, Jean Cocteau, Dali –, durante a Segunda Guerra, Coco Chanel, como era conhecida, foi obrigada a fechar seu ateliê, mas não escondeu seu relacionamento com uma destacada figura nazista, o que a fez cair no ostracismo. Já, ao recusar a proposta de casamento do Duque de Westminster, ela disse: “Duquesas há muitas. Coco Chanel, uma só”.
Para ler a Quarta Capa do livro, escrita por Constanza Pascolato clique aqui

Capa do livro: "A era Chanel"

“Diferente como Chanel”, Ed. Cosac Naify
O recém-lançado livro da estreante Elizabeth Matthews, com tradução da estilista Clô Orozco, é dedicado às crianças e conta a trajetória de Chanel desde sua infância pobre num orfanato até a abertura de sua primeira loja. Nas ilustrações da própria autora, a estilista francesa aparece como uma personagem de silhueta esbelta com um inseparável colar de pérolas e uma tesoura pendurada no pescoço. Estilo é o que não falta nesta obra, assim como nunca faltou à criadora do pretinho básico que, desde sua criação, em 1926, não saiu mais das ruas e das passarelas.

Capa do livro de Clô Orozco