07.08.2020  /  19:04

Claudio Thebas, escritor e palhaço, fala sobre o poder da alegria e da escuta com Joyce Pascowitch

Joyce e Claudio Thebas || Créditos: Reprodução

Educador, escritor, palestrante e palhaço, Claudio Thebas é especialista em questões essenciais do relacionamento, como construção da sensação de pertencimento, da confiança e da escuta. E ele foi o convidado de Joyce Pascowitch, nesta sexta-feira, para um papo sobre o poder da alegria. Thebas contou que se considera um palhaço e tudo o que faz vem dessa profissão: “Se eu tivesse que me definir em uma palavra seria palhaço, sou palhaço que escreve e educa”, explicou ele que só descobriu a vocação para divertir aos 30 anos, quando a amiga e autora de livros infantis Eva Furnari o convidou para adaptar um livro dela para o teatro. Foi nesse trabalho que ele assistiu ao grupo Lume Teatro e foi arrebatado: “Ali percebi que tudo o que tinha feito era capacitação para ser palhaço. Me encontrei”, disse.

Thebas também revelou uma das histórias do início de sua carreira que o inspirou ao longo da vida: “Pouco tempo depois de lançar meu primeiro livro ‘Amigos do Peito’ há mais de 20 anos recebi a ligação da editora dizendo que ele tinha sido adotado por um escola, até me senti o Machado de Assis. A diretora do colégio pediu para eu ir lá porque as crianças tinham muitas perguntas para me fazer. Quando cheguei, os alunos estavam sentados com o livro e excitadas por dois motivos: o autor do livro estava ali e ainda e por cima vivo”, contou aos risos ao complementar o momento: “Pedi a pergunta para as crianças e um menino quis saber se a gente pode brincar primeiro. Achei aquilo tão lindo e quis saber o motivo. Ele disse que com os amigos a gente fica mais livre. Aquela criança traduziu a complexidade com simplicidade”, contou emocionado.

A pandemia esteve na conversa e Joyce quis saber se as pessoas estão mais escutando umas as outras por conta desse momento difícil: “Para minha surpresa, eu que era tão avesso a internet, vi o quanto ela se revelou importante. Não sei se a gente vai se escutar mais, mas tudo isso só vai ter sentido se a gente tiver histórias para contar depois. Para ter vivido a quarentena sem negá-la tem que ter escutado o outro. Esse período é uma convocatória pras pessoas se ouvirem mais. Um chamado”, explicou.

E o papo entre eles foi mais longe, já que Thebas atua em diversos trabalhos bacanas e que são pura inspiração. Para conferir a conversa, só dar play!