14.03.2018  /  9:00

Casamento de Meghan Markle e Harry não vai atrair turistas de outros países… Saiba por quê

Meghan Markle e Harry || Créditos: Getty Images

À parte a animação de ver uma estrela de Hollywood subindo ao altar para trocar juras de amor eterno com um príncipe, o casamento de Meghan Markle e do príncipe Harry, marcado para 19 de maio, não deverá fazer nenhum milagre pela indústria da turismo na Inglaterra. E isso de acordo com um dos maiores especialistas no assunto – no caso, o CEO da Associação Europeia de Operadores de Turismo Tom Jenkins.

Em entrevista para a rede americana de televisão CNN, ele deixou claro que a troca de alianças entre a ex-estrela de “Suits” e o neto da rainha Elizabeth II certamente se transformará em uma poderosa ferramenta de marketing para a monarquia, mas daí a contar com pessoas de outros países baixando em massa em Londres para testemunhar a cena já é demais. “Não esperem turistas internacionais, é um evento local apenas”, Jenkins explicou.

Algo parecido, aliás, pôde ser observado em 2011, quando foi a vez de Kate Middleton e do príncipe William oficializarem sua união. Assistida por milhões de pessoas ao redor do mundo, a cerimônia atraiu milhares de turistas britânicos para as ruas da capital britânica, mas pouquíssimos gringos vindos de outros cantos do planeta, segundo dados do Departamento Nacional de Estatísticas do Reino Unido.

A longo prazo, no entanto, a história é outra. Deirdre Wells, diretora da associação turística UKinbound, garantiu para a CNN que não há nada como um casamento real para despertar o interesse de visitantes de outros lugares em dar pivô no quintal dos Windsor. “É o melhor anúncio gratuito que podemos desejar para lembrar as pessoas de que elas devem vir ao Reino Unido”, contou.

Turismo é negócio sério no país insular, onde movimenta £127 bilhões/R$ 577,8 bilhões por ano. E grande parte dessa cifra está ligada ao fascínio despertado pela realeza, como indicou uma pesquisa feita em 2015 pela Brand Finance, especializada em avaliação e gestão de ativos intangíveis: medido em libras esterlinas, o impacto da família real no PIB de lá é de astronômicos £57 bilhões/R$ 259,3 bilhões anuais. (Por Anderson Antunes)