21.01.2021  /  12:04

Camilly Victória, filha de Carla Perez e Xanddy, abre o jogo sobre carreira, e prós e contras de ter pais famosos: “Cresci com muitas privações”

Camilly Victória cresceu e apareceu // Reprodução Instagram

Camilly Victória cresceu e apareceu. A filha de Carla Perez e Xanddy teve uma infância bem resguardada pelos pais mas agora, aos 19 anos, está se jogando na carreira artística. Cantora de voz suave, ela lançou recentemente seu primeiro single, ‘On The Low’, e revelou que sempre foi apaixonada por música, portanto, para os pais, a decisão de se tornar cantora não foi surpresa: “Eles não ficaram tão surpresos, já que canto desde pequena e ouço música 24 horas por dia, mas me questionaram bastante para ter certeza se era exatamente isso que eu queria”.

A escolha da música em inglês para sua estreia também não foi à toa. Camilly mora nos Estados Unidos há cerca de quatro anos e namora o músico Red Rum, que inclusive participa de ‘On The Low’, composta por ela mesma após ela ouvir uma batida feita por um colega da faculdade de Produção Musical. Sua ideia é retratar situações pelas quais todos nós passamos e podemos nos identificar. “Gosto de cantar sobre coisas do dia a dia”.

Em bate-papo com Glamurama, Camilly falou de diferentes assuntos: como é ser filha de pais famosos, de sua relação com a dança e da possibilidade de lançar músicas em português. Confira!

Glamurama: Você foi diretamente influenciada a seguir a carreira na música por ter pais artistas?
Camilly Victória: Cresci em um ambiente musical e isso com certeza foi um dos grandes fatores de influência para mim. Mas a carreira dos meus pais me inspira principalmente por eles serem altamente responsáveis e profissionais no que fazem, e isso reflete muito no que quero para mim.

G: Quais os prós e os contras disso?
CV: Tem o lado bom e o lado não tão bom assim. O lado bom é que eu entendi desde de cedo como é o ambiente, como muita coisa funciona e hoje posso aplicar no meu trabalho. Viagens, shows, estúdios, TVs, sessões de fotografia, entre outras coisas. O lado ruim são as privações. Cresci sem poder fazer muitas coisas que outras crianças faziam. Não tive tanta liberdade e quase sempre em momentos de lazer tinha que dividir meus pais com muita gente. Mas sou grata e hoje entendo que tudo isso é porque eles são queridos, representam muito para os fãs e admiradores e que querem estar perto. O amor e carinho compensa tudo.

G: Sua mãe é dançarina icônica no Brasil. Em algum momento pensou na possibilidade de dançar?
CV: Danço desde pequena. Fiz balé até os 14 anos e um pouco de hip hop, mas nunca pensei em ser dançarina profissional, apesar de gostar muito.

G: Curtia repetir as coreografias que sua mãe fazia no É o Tchan?
CV: Quando tem churrasco e a família toda se reúne, todo mundo cai na dança e sempre tem o momento do pagodão com É o Tchan, Harmonia do Samba e vários outros… rolam muitas coreografias, podem acreditar.

G: Você sempre pareceu bastante reservada. Teve algum receio em se lançar como cantora?
CV: Tive um pouquinho de receio a princípio, justamente por ser reservada e tímida, mas com o tempo tive certeza que ser cantora era o que eu queria, então encarar os desafios faz parte do todo.

G: Como foi a reação dos seus pais quando você decidiu seguir a carreira?
CV: Eles não ficaram tão surpresos, já que canto desde pequena e ouço música 24 horas por dia, mas me questionavam bastante para ter certeza se era exatamente isso que eu queria, se estava bem segura disso.

G: Você mora nos Estados Unidos e a sua primeira música é cantada em inglês. Pensa em lançar algo em português também?
CV: Claro! No momento certo pretendo lançar algo em português. Ainda quero escutar bastante coisa e decidir possíveis estilos que possa vir a gravar.

G: Como definiria seu estilo musical?
CV: Diria que é um estilo mais calmo e que traduz a realidade. Gosto de cantar sobre coisas do dia a dia, questões pelas quais todos passam e conseguem se identificar ao escutar minha música.

G: O que gosta de escutar, em que artistas se inspira e quais suas influências musicais?
CV: Sou bem eclética. Amo R&B, Hip hop, Pop, Samba e Pagode. Artistas que me inspiram são muitos, mas influências musicais são Brandy, Kehlani, Ariana Grande e Beyoncé.

G: Qual sua relação com o Carnaval, especialmente o de Salvador? Você costuma se jogar na folia?
CV: Sempre estava em cima do trio ou no palco com os meus pais. Nunca me joguei na folia lá no chão. Deve ser uma sensação incrível e gostaria de um dia sentir isso, participar desse momento.

G: Seu namorado também é músico e é americano. Tem ensinado um pouco de português para ele?
CV: De vez em quando ensino português, sim, ele fica querendo falar, adora, mas acha um pouco difícil (risos). 

G: Aliás, há quanto tempo você mora nos EUA? Tem planos de voltar a viver no Brasil?
CV: Estou nos EUA há quatro anos. Vim pra estudar, finalizei o high school e agora estou cursando Music Production na faculdade. O Brasil nunca deixou e nem deixará de ser a minha casa. Vou ao Brasil pelo menos três vezes por ano, além das férias, mas ainda tenho planos aqui nos EUA, a começar pela minha música, porém o futuro deixo sempre nas mãos de Deus.