04.02.2019  /  9:02

Britânicos já têm plano para tirar Elizabeth II de Londres caso a situação em torno do Brexit piore

Elizabeth II || Créditos: Getty Images

A situação em torno do Brexit anda tão complicada que até resultou, dias atrás, em um plano emergencial secreto dos tempos da Guerra Fria que nunca saiu do papel novamente entrando na pauta dos oficiais britânicos que cuidam da segurança da família real do Reino Unido. Tudo por conta da polarização cada vez mais crescente entre os cidadãos do país que são a favor de sua saída da União Européia, um aparente grito por mais independência e menos “globalismo”, e os súditos da rainha Elizabeth II que consideram o “farewell” para o bloco econômico mais importante do mundo um tremendo erro.

No que diz respeito aos “royals”, muitos poderosos de lá acreditam que a integridade física deles pode estar em risco se a situação piorar ainda mais e terminar em protestos incontroláveis ou até mesmo em invasões ao palácios que eles ocupam. Dada a gravidade do assunto, membros do governo de Theresa May e do Parlamento Britânico se reuniram recentemente para considerar o que fazer se o pior vier a acontecer.

De acordo com matérias publicadas pelos principais jornais britânicos nesse fim de semana, “The Guardian” e “Sunday Times” aí incluídos, ficou combinado que a rainha e seus familiares serão transferidos para certas locações secretas bem distantes de Londres no caso de uma revolta geral dos plebeus, algo que chegou a ser considerado pelo mesmo motivo na época das disputas entre os Estados Unidos e a União Soviética.

A própria Elizabeth II teria sido informada sobre tudo, apesar de que duvida da necessidade de uma medida tão extrema. Historicamente os Windsors não são de bater em retirada tão facilmente, e o rei George VI, pai e antecessor da monarca, fez história ao recusar retirar sua família da capital britânica durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Mulher dele, Elizabeth Bowes-Lyon chegou a declarar certa vez, depois que uma bomba atingiu o Palácio de Buckingham, que se sentiu “aliviada” com o ataque. “Agora posso olhar as pessoas [que também sofreram com a guerra] no olho”, disse a rainha-mãe. (Por Anderson Antunes)