Bivolt
Bivolt || Créditos: Reprodução Instagram

Bivolt confirma papel revolucionário no rap e avisa: “Daqui um ano e meio anuncio um feat internacional”

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Prestes a lançar seu segundo disco, Bivolt é o nome do momento no mundo do rap. Depois de um 2020 fora da curva – com direito a lançamento do primeiro álbum, indicação ao Grammy Latino e reconhecimento como um dos principais talentos da nova geração do rap e R&B brasileiro -, a paulistana que há cerca de 10 anos abriu espaço para as mulheres nas batalhas de MC’s, começa a preparar seu público para os sucessos que estão por vir.

Bivolt esquentou as redes sociais para o lançamento de “Pimenta”, primeiro single do seu novo disco, no final de agosto, que tem a participação especial de Gloria Groove. Dona dos hits “Vista Loka” e “Olha Pra Mim”, a artista fala sobre a relação com o rap, carreira e detalhes de “Pimenta”.

“PIMENTA”
Pronta para dar start nos lançamentos do seu próximo disco, Bivolt entregou os detalhes do que vem por aí: “Estou preparando um álbum maravilhoso para vocês, ainda não sei dizer o formato e nem quantas músicas vão ser, mas os três primeiros lançamentos já têm data de estreia e estão prontos, só falta lançar. Para começar com o pé direito, ela soltou ‘Pimenta’. Bivolt e Gloria Groove surpreenderam o mostrar algo diferente do que imaginam. É uma música maravilhosa, bem quente, gostosa e no clima de vacinação. Pessoas vacinadas fazem o que a gente faz em ‘Pimenta’. Então, vacinem-se porque preciso de vocês imunizados para curtirem comigo”, brincou.

ATÉ AQUI E DAQUI PARA FRENTE
Assim como muitos outros artistas, Bivolt teve seu trabalho impactado pela pandemia do novo coronavírus e todas as restrições sociais impostas. A rapper, que estreou seu primeiro álbum junto com a chegada do vírus ao Brasil, estava vivendo o auge da sua carreira quando precisou recalcular a rota e mergulhar em si mesma para encontrar soluções. “Acredito que independente de eu ser artista ou não, o mundo inteiro vem respondendo sobre como lidar com a pandemia. Eu nunca me vi diante de tantas questões mentais, tanta crise de ansiedade e desespero e acho importante falarmos sobre isso, para que as pessoas entendam que não estão sozinhas. Hoje, eu vejo que foi triste não poder fazer as coisas da forma que planejava, mas estou viva e sair da pandemia com vida já é uma vitória”, reflete a cantora.

Bivolt || Créditos: Reprodução Instagram

Ganhando cada vez mais espaço e visibilidade, e com um ‘pé na gringa’, depois de ganhar indicação ao Grammy Latino pelo videoclipe do single “Cubana”, Bivolt garante que sua carreira internacional vai acontecer. “Tudo o que sonhei está acontecendo e no meu pacote de sonhos ainda tenho isso lá: ser conhecida no mundo inteiro. Quero fazer músicas com pessoas que admiro e popularizar a cultura brasileira, nossa língua, gírias, dialeto, danças e ritmos. Poder levar isso para o mundo é uma meta e como meta exige prazo, pode anotar aí, em um ano e meio estarei fazendo um feat internacional”.

DAS BATALHAS À CARREIRA SOLO
Nascida na Comunidade do Boqueirão, na zona sul da capital paulista, Bivolt conta que o rap entrou na sua vida através do movimento cultural do bairro. “Eu era uma mera espectadora, mas comecei a participar das batalhas e virei protagonista dentro do rap. Então fui me destacando e ali já sabia que era aquilo que queria fazer a vida inteira”, disse Bivolt, que ganhou o apelido ainda na infância depois de sua professora falar que ela não só era ligada nos 220 volts, mas nas duas voltagens.

“A batalha funcionou como um cartão de visitas e eu fazia por amor porque gostava muito de improvisar. Conforme o tempo foi passando sentia necessidade de fazer mais, de deixar um legado e quem sabe gravar minhas poesias. Assim que surgiu uma oportunidade de colocar meu ‘trampo’ na rua, coloquei e foi transformador, mas acredito que tudo aconteceu na hora certa. Se todas essas bênçãos tivessem vindo antes, poderia não estar pronta para elas. Hoje sou uma mulher pronta para tudo o que está acontecendo na minha vida”, pontua orgulhosa de sua trajetória que faz questão de esclarecer: “Não foi rápida nem fácil”.