04.08.2019  /  9:00

Bilionário russo que perdeu batalha judicial para brasileira é visto curtindo o verão europeu em Ibiza

Mikhail Prokhorov || Créditos: Reprodução

Mikhail Prokhorov trocou o sul da França, onde sempre teve o hábito de curtir o verão europeu, por Ibiza e seus arredores. Dono de um dos maiores iates entre aqueles que pertencem aos membros do clube dos dez dígitos, o bilionário russo surgiu nessa semana a bordo de seu “Palladium” de US$ 230 milhões (R$ 893,3 milhões) na ilha espanhola e rodeado por uma penca de modelos, todas com sotaque russo como o anfitrião, e em seguida seguiu para o continente – mais precisamente para Palma de Mallorca, onde assistiu de camarote os melhores momentos da tradicional regata King’s Cup. Não muito distante dali, aliás, estavam os reis da Espanha, Felipe e Sofia, e a primogênita do casal real, a princesa Leonor de Astúrias (caçula dos dois, a Infanta Sofía da Espanha ficou em Madri).

O Palladium tem 96 metros de comprimento e conta piscina, jazuzzi, um teatro particular e pelo menos oito suítes, uma delas projetada para servir de “bunker”. O brinquedinho foi encomendado por Prokhorov em 2009, pouco tempo depois da fracassada tentativa dele de comprar a La Leopolda, a vila da bilionária brasileira Lily Safra que fica na ensolarada Villefranche-sur-Mer, no departamento francês dos Alpes Marítimos.

A propriedade nunca esteve à venda, mas Safra aceitou uma oferta de US$ 550 milhões (R$ 2,14 bilhões) feita pelo colega bilionário na época para se desfazer do endereço que raramente usa e inclusive recebeu um sinal de US$ 55 milhões (R$ 214 milhões) pagos por ele. Mas Prokhorov, que fez fortuna com mineração e também controla o time de basquete americano Brooklyn Nets, desistiu da compra por causa das reviravoltas causadas pela crise de 2008, processou a viúva do banqueiro Edmond Safra para reaver o dinheiro e acabou ficando a ver navios, já que a justiça francesa decidiu que o adiantamento não lhe pertencia mais. Safra, por sua vez, doou cada centavo que embolsou com o negócio para a caridade, naquela que entrou para a história como uma das maiores reviravoltas no mundo dos muito ricos. (Por Anderson Antunes)

O iate “Palladium”, de Prokhorov : brinquedinho de US$ 230 mi || Créditos: Reprodução