05.09.2019  /  7:30

As polêmicas por trás da cinebiografia de Freddie Mercury, que faria 73 anos nessa quinta

Rami Malek como Mercury e, no detalhe, o verdadeiro || Créditos: Divulgação

Um dos maiores gênios da música em todos os tempos, Freddie Mercury faria 73 anos nesta quinta-feira. O aniversário do lendário vocalista do “Queen” costuma ser religiosamente celebrado pelos fãs, mas desde o ano passado a data se tornou ainda mais relevante para eles por causa da cinebiografia sobre o cantor e a banda que o consagrou que estreou nos cinemas e faturou mais de US$ 903,7 milhões (R$ 3,73 bilhões) nas bilheterias.

Dirigido por Bryan Singer e produzido por Brian May e Roger Taylor, membros originais do “Queen”, junto com o empresário de longa data da banda Jim Beach e Robert De Niro, o longa foi um dos grandes destaques na última temporada de premiações em Hollywood.

Glamurama pega carona no #FreddieMercuryDay para revelar alguns dos bafões sobre a produção que ainda nem completou um ano e já é tida como “cult”. Continua lendo… (Por Anderson Antunes)

O pôster do filme, que chega aos cinemas em 2 de novembro || Créditos: Divulgação

Título muito bem pensado

Intitulado “Bohemian Rhapsody”, o filme empresta o nome de um dos maiores hits do “Queen”, cujo lançamento coincidiu com um dos períodos mais conturbados vividos por Mercury e companhia. A música começou a ser escrita pelo cantor no fim dos anos 1960, mas só se tornou realidade em 1975, como parte do álbum “A Night at the Opera”.
Mistura de balada, com hard rock e música clássica, tem quase seis minutos de duração e chegou a ser descrita na fase de pré-produção como “um fracasso em potencial”. O que aconteceu foi justamente o contrário, e a história por trás de tudo isso, cheia de altos e baixos, é a essência do trabalho de Singer.

Malek, o protagonista, tem pavio curto como Mercury || Créditos: Reprodução

Protagonista “esquentadinho”

O escolhido para interpretar Mercury na telona foi o americano Rami Said Malek. O ator de 37 anos tem algumas similaridades com o astro pop que vão muito além da incrível semelhança física. Uma delas diz respeito ao temperamento: assim como o músico, Malek é conhecido pelo pavio curto, e chegou a brigar com Singer por causa das faltas constantes deste aos sets de filmagens. O diretor acabou atirando um objeto nele, e foi demitido do projeto no fim do ano passado poucas semanas antes de concluir seu trabalho. Quem o substituiu foi Dexter Fletcher, mas Singer deverá manter seu nome nos créditos da produção e tem grandes chances de concorrer a um Oscar no próximo ano, o que será no mínimo estranho.

Singer foi demitido, mas poderá ganhar um Oscar pelo filme || Créditos: Reprodução

Confusões mil nos bastidores

Aliás, as filmagens de “Bohemian Rhapsody” poderiam render um outro longa, quem sabe até de ação. Isso porque as brigas nos sets eram constantes, sobretudo por causa das ausências de Singer. Certa vez, ele ficou três dias sem dar as caras e quando finalmente surgiu estava completamente fora de si. Em um determinado momento, a Fox (que pagava as contas da empreitada) considerou substituí-lo por Ridley Scott, que não estava disponível. As confusões eram tantas que “o filme do Freddie Mercury” chegou a ser chamado temporariamente de “bomba prestes a explodir” por certos bambambãs da terra do cinema.

Sacha Baron Cohen foi considerado “engraçadinho demais” para encarnar Mercury || Créditos: Reprodução

Sacha Baron Cohen foi rejeitado

Antes de Malek, o britânico Sacha Baron Cohen foi considerado para interpretar Mercury. O comediante, no entanto, não se entendeu muito bem com Brian May e Roger Taylor e por causa disso se viu forçado a abrir mão da chance única. Um dos problemas teria sido a insistência dos dois em dar mais atenção aos outros membros do “Queen” – “Bohemian Rhapsody” é, basicamente, um filme sobre a vida de Mercury. Eles também achavam que Cohen era engraçadinho demais para assumir um papel tão sério e não seria capaz de lhe fazer justiça, o que na verdade o deixou bem chateado.

Malek nas gravações do revival do Live Aid 1985 || Créditos: Divulgação

Um clássico desde já

No fim deu tudo certo e as últimas cenas foram gravadas em Londres em setembro do ano passado. Na ocasião, uma réplica do cenário usado pelo “Queen” em sua antológica apresentação no Live Aid de 1985 foi construída no Wembley Stadium, e o resultado do esforço se tornou um dos pontos altos de “Bohemian Rhapsody”. O primeiro trailer foi lançado no Youtube em maio de 2018 e bateu 5 milhões de visualizações em menos de 24 horas, e Mary Austin, a viúva e principal herdeira de Mercury, faturou perto de US$ 40 milhões (R$ 165,4 milhões) graças ao sucesso da fita.

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Abaixo, o trailer de “Bohemian Rhapsody”, com legendas em português…