13.09.2012  /  10:24

ArtRio: um papo com alguns dos expoentes das artes plásticas

Carlito Carvalhosa com uma de suas obras

Glamurama passou a quarta-feira inteira pelos corredores da ArtRio, um megaevento que reúne galeristas, colecionadores, os próprios artistas e muitos curiosos nos armazéns do Pier Mauá até domingo. O mais legal foi poder ver, em um mesmo espaço, os nomes mais valorizados do cenário nacional ao lado de suas criações.

Esbarramos em Carlito Carvalhosa. “Estava nos Estados Unidos na edição de 2011 da ArtRio e é a primeira vez que posso olhar a estrutura toda. O que se espera de uma mostra desse tamanho no Rio é ver a beleza da cidade, mesmo. Geralmente, esses eventos são em lugares imensos e você fica até meio perdido ali no meio. Aqui, como é dividido em galpões e ainda dá para espiar o mar entre um e outro, é maravilhoso”. Carlito contou que foi consolar Jay Levenson, diretor do MoMA, que teve a palestra que faria cancelada por falta de público. “Isso já aconteceu comigo no passado, em um workshop mal organizado. Mas ele ficou triste”, disse o artista, que tem mostra marcada para o segundo semestre no MAC de São Paulo.

Vik Muniz: obra vendida em minutos

Vik Muniz foi conferir uma de suas obras, uma fotografia vendida assim que os portões se abriram. Por quanto? US$ 55 mil. “Não pude vir no ano passado porque estava em Nova York”. Novidades, Vik? “Acabei de abrir uma exposição em Málaga. Depois vai ter uma em Hong Kong e, em abril, em São Paulo”.

Antônio Dias e Carlos Vergara: bons amigos

Antônio Dias foi outro que conversou com a gente. Ele é o mais discreto de todos. “Estou achando tudo formidável, mas entre as minhas coisas não tem muita novidade, não. Tem umas pinturas recentes, mas com a mesma técnica”. O que ele queria mesmo era botar o papo em dia com Carlos Vergara…

Luciano Huck: low profile

E não dava tempo nem da gente piscar. Adriana Varejão tentava ficar incógnita, assim como Luciano Huck, que, ao que tudo indica, não queria posar de investidor. E passava Ernesto Neto para um lado, Maria Klabin para o outro. “Fiz uma série enorme nos últimos meses, mas este quadro aqui foi especial para a feira”, explicava a moça, que é de poucas palavras. O marido, Walter Moreira Salles, estava ao seu lado, mas preferiu não ser fotografado. “Me desculpa, mas estou virado. Vim direto do aeroporto”, falou, encerrando o assunto.

Maria Klabin: quadro feito especialmente para a ArtRio

A essa hora, Tunga já estava causando na galeria vizinha. “Se eu tirar foto na frente de uma obra minha vão dizer que estou querendo me vender”. Ah, Tunga, fala que a culpa foi nossa… Então ele aceitou. “Acabei de inaugurar um pavilhão em Inhotim. Mas o resto que eu te falar são apenas banalidades. Não trabalho por encomenda, em função de datas. O que eu produzo é para me ajudar a tolerar o mundo”. Essa terapia vai levá-lo para Londres e Nova York no ano que vem.

Tunga: uma questão de sobrevivência