15.06.2021  /  8:44

Aos 20 anos, Maria Maud sabe o que quer e estreia na música com a benção da atriz Cláudia Abreu e do cineasta José Henrique Fonseca: seus pais

Maria Maud || Créditos: Reprodução

Ela é cantora e compositora de talento. Tem apenas 20 anos. Essa é Maria Maud, que sabe o que quer e estreia na carreira com o apoio e a benção da atriz Cláudia Abreu e do cineasta José Henrique Fonseca: seus pais

Por Carla Julien Stagni

Ela é fã de Rita Lee, Amy Winehouse e John Lennon. “Acho que sou roqueira (risos).” Maria Maud, 20 anos, promete dar o que falar. Na verdade, já está dando o que falar com os vídeos que posta em suas redes sociais, em que aparece soltando a voz firme e melodiosa. Cantora e compositora, nasceu e cresceu cercada de arte. Filha mais velha da atriz Cláudia Abreu e do cineasta José Henrique Fonseca, Maria sempre se inspirou no talento dos pais para encontrar seu próprio caminho.

“Desde criança minha mãe estimulou esse lado musical. Ela e meu pai adoram música, escutamos muito em casa. Fui acostumada a esse ambiente. Lembro de quando íamos viajar de carro escutando Beatles… Várias memórias. Quando fiz 8 anos, pedi um violão de Natal. Nessa época, estava muito ligada em Beatles, fiz até uma festa com o tema. Comecei a fazer aula de violão, a compor… Fiz minha primeira música com essa idade”, lembra ela, que depois engrenou em aulas de canto.

Mais tarde, com uns 16, Maria passou por um término de namoro, o primeiro da vida. “Fiquei muito triste. Comecei a compor, compor, compor, e transformei aquela tristeza em arte.” A partir dali, passou a enxergar a música como uma coisa mais séria em sua vida. Não demorou para que montasse uma banda com o amigo Antonio Leoni, filho do Leoni, do Kid Abelha, lembra? “Chamava Modélica e tinha uma pegada bem pop. A gente costumava brincar que éramos o Kid Abelha 2. Aprendi muito com o Antonio, mas resolvemos seguir caminhos diferentes.”

E desde o ano passado, em plena pandemia, Maria decidiu se lançar na carreira de cantora solo. Além de cantar e compor, ela também toca piano e violão. Com mais de 20 músicas autorais prontas, o foco agora é o lançamento de um single, em agosto, e um álbum em breve. “É um trabalho em que você sempre está em busca de encontrar o que você é, sua estética musical, sonora… Até achar seu som, sua verdade, tem um trabalhinho aí. Desde 2019 tenho amadurecido isso. A gente amadurece junto com a música. Agora gosto desse som, amanhã posso estar interessada em outro. São fases.”

Sem querer ser rotulada, Maria definiria seu som atualmente como uma nova MPB com pitadas de pop. “Pretendo lançar meu single, ‘Me Avisa’, e mais alguns outros antes que aconteça um álbum. Já tenho músicas prontas e estamos ainda estruturando tudo.” Paralelamente à carreira de cantora, ela cursa comunicação social na PUC do Rio de Janeiro. “Tranquei na pandemia, mas vou voltar este ano. Acho importante fazer. Escolhi jornalismo porque gosto de compor. Também curto publicidade, cinema. Inclusive, pode ser que eu mude para cinema. Sou cantora e não penso em trabalhar com isso agora, mas me interesso por produção, direção. Talvez tenha influência do meu pai, sim. Quando pequena, costumava ir aos sets, no Projac com a minha mãe, então sempre achei muito legal. Tudo está interligado e posso fazer muitas coisas, ser multitarefa. ”

Apesar de ter mãe e pai famosos, Maria e seus três irmãos foram mantidos longe dos holofotes. Cláudia Abreu é uma das atrizes mais reservadas da TV e do cinema. Sempre conseguiu manter sua vida pessoal preservada. Uma raridade. “Minha mãe é muito discreta, admiro muito isso nela. Eu já não sou tanto. Cada uma tem seu jeito. Ela optou por ter uma carreira maravilhosa e não se expor. Eu ainda não sei como vai ser a minha. Mas lido bem com a possibilidade de me expor. Costumo usar as redes, fazer vídeos no Instagram… É uma coisa muito natural. Sou mais extrovertida, sou muito pra fora.” Ainda bem, já que é por meio da internet que a cantora tem mostrado seu talento para o mundo. “Meu maior sonho é conseguir viver de música. Num futuro próximo, quando a pandemia passar, gostaria de poder fazer shows, participar de festivais… Conseguir levar minha música para o mundo, para que as pessoas se identifiquem e gostem da mensagem que tenho para passar.”