André Loureiro Pereira, diretor-geral do Waze, responde 3 perguntas para a Revista Poder

15.11.2017  /  8:00

 

3 perguntas para…

André Loureiro Pereira, diretor-geral do Waze para a América Latina, que montou parceria com a prefeitura de São Paulo e com outras cidades para ajudar a melhorar o trânsito

Como surgiu a parceria com a prefeitura paulistana?
São Paulo tornou-se um parceiro da Waze no Programa Connected Citizens (CCP) em setembro de 2017. Projetado para ser um programa gratuito de troca de dados e informações em tempo real entre o Waze e os municípios, o CCP ajuda as cidades a oferecerem um melhor serviço aos cidadãos, pois promove mais eficiência e ações de trânsito mais profundas e efetivas. Junto com São Paulo, temos outros dez parceiros na América Latina, e mais de 70 parceiros em todo o mundo. No Brasil, Rio de Janeiro, Petrópolis, Juiz de Fora e Vitória também já fazem parte do programa gratuito de compartilhamento de dados. Não podia faltar São Paulo, a cidade com maior número de usuários do Waze ativos no mundo – são mais de 3,6 milhões de wazers, que radam 600 milhões de quilômetros por mês. Sempre foi um parceiro desejado para nós. Em um mês já vemos os resultados com bons olhos, com a implementação de boas práticas, como ajudar os moradores a reportarem a existência de semáforos quebrados. Antes da parceria, os cidadãos precisavam telefonar para os órgãos municipais para relatar o problema, mas agora há um recurso por meio do qual os wazers podem enviar alertas indicando os locais com defeitos. Já o poder público tem acesso aos relatórios para consertá-los.

O Waze pretende continuar esse projeto e se expandir em outros aspectos?
O CCP é um programa global e essa troca de dados soma vários casos de sucessos em todo o mundo. O programa contribui para deixar as cidades mais inteligentes e oferece às organizações municipais uma visão ampla em termos de problemas de trânsito, além de permitir que as suas decisões tenham impacto para os cidadãos e que ajudem a cidade a estar mais conectada a seus moradores. Em troca, os parceiros fornecem dados em tempo real sobre obras reportadas por órgãos públicos, acidentes e fechamentos de vias para que o Waze retorne com uma das visões mais sucintas e completas sobre as condições das rotas. Os semáforos quebrados são parte de um projeto inicial com São Paulo, e a ideia é expandi-lo também para outros locais.

Por meio dessa iniciativa, o Waze reforça ainda mais a ideia de inteligência colaborativa?
O trânsito é uma questão global, e cada cidade tem seus problemas relacionados à infraestrutura. Nosso papel, como um aplicativo de navegação, é ajudar nossos usuários a gastar menos tempo no trânsito e compartilhar nossas ideias com cidades e parceiros para ajudá-los a melhorar a mobilidade urbana. São Paulo é a maior cidade do Waze no mundo e tem uma rede de usuários ativa que produz muitos insights para o app. Celebrar essa parceria com uma campanha para alertar sobre todos os semáforos que não estão funcionando é uma maneira excelente de mostrar como o Waze está mudando a forma como a cidade trabalha por meio da inteligência colaborativa e da troca de dados em tempo real.