24.10.2020  /  9:00

‘Alguém Tem Que Morrer’, minissérie espanhola da Netflix, traz roteiro envolvente e Ester Expósito no elenco

Alguém Tem Que Morrer / Crédito: Divulgação Netflix

No meio de outubro, a Netflix lançou a minissérie “Alguém Tem Que Morrer”, criada pelo mexicano Manolo Caro. O drama, que carrega uma pitada de mistério, passa na Espanha dos anos 1950 e conta a história de Gabino (Alejandro Speitzer), um jovem que a pedido dos pais volta para a sua terra natal depois de 10 anos morando no México. Ao chegar em casa na companhia de um amigo misterioso chamado Lázaro (Isaac Hernández), Gabino se surpreende quando a família arranja um casamento para mantê-lo na Espanha e seguir a carreira do pai. Mas o rapaz se recusa a ter esse destino e rumores sobre a sua sexualidade se espalham pela cidade.

“Alguém Tem Que Morrer” mantém um ritmo acelerado na hora de contar a história, que é dividida em três capítulos (‘Solte a presa’, ‘Mire o alvo’ e ‘Puxe o Gatilho’) com cerca de 50 minutos cada. Por esse motivo, fica difícil desgrudar da tela. A minissérie, na verdade, possui uma construção mais novelesca, o que nem de longe é uma crítica negativa. Para fãs de folhetins, essa pode ser a pedida perfeita.

Um dos grandes trunfos da produção está no elenco. Com nomes como Ester Expósito, já conhecida pela série ‘Elite’, também da Netflix, a série conta com Carmen Maura, musa de Pedro Almodóvar em filmes como ‘Mulheres À Beira de um Ataque de Nervos’ e ‘Volver’. Na trama, ela encarna a vilã Amparo e é a responsável por trazer ao público um mix de emoções. Além de Carmen, Cecilia Suárez surpreende como Mina, personagem com questões profundas a quem criamos uma empatia instantânea.

Ester Expósito / Crédito: Divulgação Netflix

Mas o ápice de “Alguém Tem Que Morrer” está realmente no roteiro bem escrito e trabalhado. Ao mostrar a vida de uma família tradicionalista e problemática na Espanha conservadora, a produção trata de temas recentes, como homossexualidade, vista na época como crime, preconceito e a relação de colonizado versus colonizador com os mexicanos. Apesar de esse segundo tema ser tratado de maneira mais sutil do que o primeiro, ele é abordado de forma certeira. Para o final, espere por um desfecho rápido e cheio de reviravoltas.

Com uma grande safra de séries hispânicas chegando à plataforma, “Alguém Tem Que Morrer” é um ótimo começo para quem deseja algo novo. Confira o trailer: