13.09.2018  /  16:21

Adriana Esteves por ela mesma: “Sou caçadora, né?”. Os jogos de casal com Vladimir Brichta e mais…

Adriana Esteves || Créditos: Juliana Rezende

Glamurama estava entre os convidados de uma festa essa quarta-feira em uma casa em São Conrado, no Rio. Por lá, Malu Mader, Claudia Abreu, Nathalia Dill, Marjorie Estiano, Mart’nalia… Toda essa turma para assistir à estreia do “Hora de Naná”, um programa comandado por Naná Karabachian, figura das mais divertidas dos bastidores do meio artístico que veio para frente das câmeras por conta de uma ideia de ninguém menos que Monique Gardenberg. O formato é um talk show e a primeira convidada, Adriana Esteves, sua comadre. “Ela é madrinha do meu primeiro filho, uma amiga tipo irmã”, explica a atriz. O projeto começou no YouTube “no amor” e busca patrocínio para seguir em frente. Monique aposta todas as suas fichas em quem ela rotulou como a “nova Hebe Camargo”. Aqui embaixo, trechos do que Adriana falou na estreia e mais um papo nosso sobre “Segundo Sol” – não dá pra evitar, né? Vem ler! (por Michelle Licory)

Quem é Adriana Esteves? “Botafoguense, suburbana, filha do meio… Sou mais encantada com minha vida adulta que fui com a infantil, fiz um casamento lindo, um não, três. Estou no terceiro… Amo as pessoas que eu me relacionei. Tenho um presente de três filhos incríveis e amigos deslumbrantes. Às vezes acho que não virei tão mulher, que ainda sou aquela menina, mas ao mesmo tempo me surpreendo por encarar com tanta força tanta coisa que acho que isso não pode ser de menina, e sim de mulher. Tenho muitos prazeres. E esse meu prazer aqui… Ai, como eu gosto de uma cervejinha! Tem coisa melhor que papo gostoso com cervejinha? Se tiver sol, então”.

“A Adriana seduz um poste”
A atriz respondeu qual traço de sua personalidade é seu maior trunfo: “A Adriana seduz um poste [risos]. Seduzo pela gentileza. Quem é que resiste a um ‘bom dia, você está bem?’ Isso faz parte da sedução e é uma coisa natural minha. Ou uma carência minha – e aprendi que se eu fosse carinhosa com o próximo, a vida se abriria pra mim… E fui exercendo isso aí…” Será que ela se considera mais caça ou caçadora? “Caçadora, né, gata! O prazer da conquista. Nossa, é muito bom conquistar…”

“A autocrítica… isso pode ser nocivo”
E o que derruba Adriana? “Minha mãe sempre me disse: ‘A mesma força que te bota lá pra cima é a que te joga lá pra baixo’. Venho esses anos todos tentando equilibrar isso. Tem uma porção muito grande que me faz seguir em frente e ter coragem, desbravar, mas essa força também acaba me exigindo demais. A autocrítica… isso pode ser nocivo também. Ter que estar sempre certa, não poder errar. Não queria passar essa carga para os meus filhos, mas outro dia me chamaram na escola do Vicente pra perguntar por que pra tudo ele pede desculpa e diz ‘eu errei’. Que chato isso, a gente tem que ir revendo o que está passando pra criança pelo exemplo”.

“Me sinto traindo ele com ele mesmo”
Sobre o marido, Vladimir Brichta: “Acho que tenho que ter sempre um namorado, então alimento esse romance. Quando ele me conheceu, sacou muito isso e mim. E alimenta. Diz: ‘Se ela quer ter um namorado, vai ter…’. Naná contou que certa vez, depois de anos de casada, Adriana mandou uma mensagem enigmática para Vladimir, pedindo para ele vestir uma roupa bacana, um terno, e ir encontra-la em um endereço que os dois não conheciam ainda. E ela botou um brincão, coque, decotão, vestido longo e o recebeu com uma taça de vinho na mão. “Aí entra aquele bofe maravilhoso. Na hora que ele entrou, meu coração… Parecia que era a primeira vez que estava vendo aquele príncipe”. Adriana confessa: “Acho mesmo ele lindo, deslumbrante. Chego na frente no restaurante ou no bar… Aí vem aquele homem lindo. Penso: ‘Nossa, que gato’. Me sinto traindo ele com ele mesmo”.

“É meu plano B”
Sobre a infância: “Desde criança, vinha muita angústia e eu não tinha recursos pra lidar com ela, uma ajuda. Hoje faço terapia, já há muitos anos, e consigo detectar melhor de onde está vindo essa angústia. Muitas vezes não é do presente, é de algo da minha história. Aquela angústia que tive quando criança foi mais sofrida do que as de hoje”. E mais: “O que mais me deu a disciplina que tenho no trabalho foi o balé clássico. Eu tinha uma professora muito querida, mas era uma coisa quase tirana. Ela dizia que a vida ia ser uma para quem fosse pontual e uma para quem não fosse. Eu queria ser mais moderninha, mas era muito ‘cdf’. E meus filhos são outros ‘cdfinhos’… O que é uma surpresa para os pais deles”. Se não fosse atriz, Adriana seria bailarina, ou pediatra, como o pai dela. “Meu amor, penso em ser médica até hoje. É meu plano B… Entrar na universidade de novo”, disse, em tom de brincadeira [sempre]. Ela cursou Comunicação…

“Segundo Sol”: “Acho que ele não morreu”
Perguntamos o que ela está achando dessa virada da trama pós centésimo capítulo. “Penso na novela inteira, numa história bacana que a gente tenta contar do início ao fim. Não me prendo a essas viradas de centésimo capítulo. Não fico preocupada com virada, e sim em sustentar uma novela durante 150 capítulos, o que não é mole. Mas estou na mão de um grande mestre, João Emanuel [Carneiro, o autor]. Só gosto de falar de novela quando acaba, mas hoje já posso dizer que mais uma vez agradeço muito ao João porque não é possível ele ter me dado dois presentes tão incríveis. O segundo! É muita alegria”, disse, se referindo também à personagem Carminha de “Avenida Brasil”.
Em tempo: a gente quis saber da atriz quem ela acha que matou Remy, papel de Vladimir na novela. “Acho que ele não morreu”. Jura? “Hum, talvez eu não queira que ele tenha morrido…”

Vem dar um giro pela festa na nossa galeria de fotos!