13.08.2018  /  15:57

À La Garçonne avança em seu streetwear de luxo com coleção imersa na escuridão

Desfile da coleção 02 – 2018 da À La Garçonne || Créditos: ZeTakahashi

O Masp foi palco, nesta segunda-feira, do desfile da À La Garçonne. A coleção 02 – 2018 (a marca abdicou de seguir estações) veio imersa em referências noturnas, como dark, gótico, clubber e punk, onipresentes nas criações de Alexandre Herchcovitch ao longo de sua carreira. Desta vez, ao ir de encontro ao streetwear de luxo, que dá a matérias primas como moletom uma interpretação sofisticada, o resultado foi uma coleção mais madura e elaborada.

Destaque para a customização de peças – costuras desfeitas, recortes e modelagens alteradas -, com acabamento primoroso. Dando sequência à parceria com a Universal, a marca traz elementos extraídos de personagens clássicos de filmes de terror dos anos 20, como Drácula, Múmia, Frankenstein e A Noiva de Frankenstein. Lingeries e correntes dão toque fetiche ao mood de arrepiar. Must: os vestidos plissados, as bolsas acorrentadas e as peças com bolinhas cortadas a laser que formam um poá em contraste com a pele.

O momento saia justa ficou por conta de denúncia feita por agência de modelos paulistana de que a marca havia contratado new faces do interior paulista sem registro profissional (DRT), com o intuito de burlar os valores cobrados na capital. O Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo) contatou o Masp que, por sua vez, pediu para a entidade procurar a produção do evento. Depois de enviar uma solicitação de checagem dos contratos para a produção do desfile e não obter resposta, o sindicato resolveu ir à apresentação da À La Garçonne cobrar documentos e explicações. Por enquanto, a marca ainda não se pronunciou sobre o caso.

Em comunicado à imprensa a marca se posicionou sobre o assunto:
“A À La Garçonne informa que no desfile de hoje contou tanto com modelos, quanto com convidados. Esclarece que todos os modelos que desfilaram hoje possuem os registros necessários e foram remunerados. Em relação aos convidados, todos assinaram uma carta convite e liberaram o direito de uso de imagem. É de característica da marca convidar pessoas que não são modelos para participarem de seu desfile, uma vez que sempre procurou valorizar perfis mais diversos. Reiteramos que nenhuma dessas pessoas é modelo ou tem pretensão de ser…”