Fachada de uma unidade do Aldi, o “Walmart alemão” || Créditos: Reprodução

A batalha de bilhões entre herdeiros de uma das maiores fortunas da Alemanha, que colocou mãe e filho em lados opostos

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Babette e Berthold Albrecht: com o apoio das filhas, ela enfrenta seu primogênito na justiça || Créditos: Reprodução

Uma das maiores fortunas da Alemanha está sendo disputada em uma batalha judicial com ares de novela mexicana que colocou um filho contra a própria mãe e as irmãs dele. O caso data de 2012, quando Berthold Albrecht – um dos dois herdeiros de Theo Albrecht, o cofundador da rede de supermercados com descontos Aldi que já foi o homem mais rico do país – morreu de repente aos 58 anos e depois uma luta de décadas contra o alcoolismo, mas foi revelado apenas recentemente pela imprensa alemã e no momento é um dos assuntos mais discutidos nas terras governadas pela chanceler Angela Merkel.

Morto dois anos antes, Theo havia deixado para Berthold e seu irmão mais velho, Theo Albrecht, Jr. (o homem mais rico de lá desde então), um patrimônio estimado na época em US$ 20 bilhões (R$ 113,7 bilhões). Acontece que o caçula dele não teve tempo de rever seu testamento, o que no fim das contas resultou na redução de poderes para assumir seus bens pela parte de sua viúva, Babette Albrecht.

Por conta do impasse, ela foi à justiça tentar reverter a situação, o que fez com o apoio de suas três filhas. Mas seu primogênito com Berthold, Nicolay Albrecht, discordou da manobra e por isso resolveu buscar seus direitos por conta própria. E agora os quatro se enfrentam nos tribunais alemães para saber quem ficará com o controle do império varejista que, mesmo apesar das brigas entre seus donos, continua prosperando.

Fundado em 1946 por Theo e seu irmão Karl Albrecht, o Aldi está entre as maiores empresas de varejo do mundo, com receitas anuais de € 53 bilhões (R$ 352,4 bilhões). Atualmente controlado por Theo Albrecht, Jr. – cuja fortuna é estimada em US$ 40,8 bilhões (R$ 231,9 bilhões) – o gigante já foi descrito como uma “cópia” do Walmart, apesar de que ao contrário do concorrente americano jamais abriu seu capital em bolsa justamente porque os Albrechts sempre prezaram pela discrição. Por um acaso do destino, agora o imbróglio promete manter o nome deles nas manchetes por muito tempo ainda. (Por Anderson Antunes)

Fachada de uma unidade do Aldi, o “Walmart alemão” || Créditos: Reprodução