14.08.2017  /  17:23

5 motivos para assistir ao musical “Cantando na Chuva”, em cartaz em SP

Cláudia Raia no musical “Cantando na Chuva” || Créditos: Caio Gallucci/Divulgação
Quando Claudia Raia se envolve em um projeto, é pra arrasar, já sabemos. Mas em seu papel em “Cantando na Chuva”, musical que estreou em São Paulo nesse fim de semana com produção assinada pela atriz, ela assumiu papel secundário, mas não menos espetacular, o da diva do cinema dos anos 1920 vivido no cinema por Jean Hagen que, com voz de taquara rachada, sofre com a mudança do cinema mudo para o cinema falado. Desta vez, os holofotes ficam em torno de seu marido, Jarbas Homem de Mello, que faz e acontece em números de sapateado hipnotizantes no papel interpretado há 65 anos por Gene Kelly – e em alguns momentos sua semelhança com o ator arrepia. Há quem diga que este é o papel que vai dar a grande guinada em sua carreira e nós assinamos em baixo. Outro papel de destaque fica para Bruna Guerin, que vive Kathy Selde, atriz com voz boa que dubla Claudia Raia em seu primeiro filme falado.
Abaixo, Glamurama lista 5 bons motivos para sair correndo ver o musical, nível Broadway.
CASTING

Cena do musical “Cantando na Chuva” || Créditos: Caio Gallucci/Divulgação
Para as audições, feitas em março, foram recebidos 1200 currículos. Destes, foram selecionados, após uma sequência de testes, 300 profissionais. “Vimos as mesmas pessoas mais de uma vez para realmente entender bem as habilidades delas. É um espetáculo difícil nesse sentido, porque tem sapateado, dança tipo jazz da Broadway, canto, interpretação e, claro, perfil da personagem. E não é fácil reunir todos esses quesitos, compor um grupo que supra todas as necessidades criativas do espetáculo”, explica Fred Hanson, o americano que dirigiu a peça. 30 atores e 14 músicos participam do espetáculo, que emprega no total 120 pessoas.

CHOVENDO NO PALCO

Cena do musical “Cantando na Chuva” em que chove no palco || Créditos: Caio Gallucci/Divulgação

São impressionantes as duas cenas em que chove de verdade no palco, sobretudo a primeira, ainda no primeiro ato, na qual Don sapateia debaixo de chuva. Um clássico! Para que o efeito fosse possível, foi preciso contratar uma empresa da Inglaterra, a mesma que assinou a montagem da versão inglesa do espetáculo, com tecnologia de ponta. Por espetáculo, são utilizados 8 mil litros de água aquecidas em 29 graus. Mas não há desperdício, já que toda a água é capturada, reciclada e volta em forma de chuva no palco. E tem mais: tanto a orquestra, quando as primeiras duas filas da plateia, recebem capas de chuva para as cenas.

DANÇANDO NA CHUVA

Jarbas Homem de Mello na cena principal do musical “Cantando na Chuva” || Créditos: Marcos Mesquita/Divulgação

Para que a cena mais impactante da peça fosse realizada, foram preciso muitos testes. Chris Matallo, coreógrafa responsável pelo sapateado, ralou até encontrar a solução para o espetáculo. “Eu fui até lá, pedi para jogarem água no palco e fiz testes com os meus sapatos, o feminino e o masculino. Tudo foi feito em conjunto com a equipe criativa”, diz ela. Não se assuste se sair do teatro querendo se inscrever em aulas de sapateado!

FIGURINO À PROVA D’ÁGUA

Cena do musical “Cantando na Chuva” || Créditos: Caio Gallucci/Divulgação

Foram necessárias uma série de adaptações até a cena ficar perfeita. A roupa e o sapato usados por Jarbas na cena embaixo d’água leva tratamento impermeabilizante. Além disso, para vestir os 30 atores e atender às trocas de roupa do espetáculo, foram produzidos 360 figurinos. Wow! “As sequências das cenas são muito rápidas, por isso estamos trabalhando com sobreposições, velcro e botões fáceis de abrir”, afirma Fábio Namatame, figurinista do espetáculo, que se inspirou nas décadas de 20 e 30, porém com olhar contemporâneo, para criar o figurino. São usadas 70 perucas.

“EU CANTO POR AÍ…”

Cena do musical “Cantando na Chuva” || Créditos: Caio Gallucci/Divulgação

Em “Cantando na Chuva”, as músicas e as coreografias são a alma do espetáculo. Ao todo serão 15 canções, versões das músicas originais do filme, feitas por Mariana Elisabetsky e Victor Mühlethaler, entre elas “Make Them Laugh”, “Good Morning” e, é claro, “Singing in the Rain”. Trinta artistas e uma orquestra com 14 músicos integram o elenco de “Cantando na Chuva”. A direção musical é de Carlos Bauzys.

*A montagem é fruto de parceria entre as produtoras IMM Esporte e Entretenimento, Raia Produções e Egg Entretenimento (da produtora Stephanie Mayorkis).

Musical “Cantando na Chuva”
Em cartaz até o dia 26 de novembro no Teatro Santander.
Sessões: Quintas e sextas-feiras às 21h, sábados às 17h e 21h e domingos às 16h e 20h.
Endereço: Complexo do Shopping JK – Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi – SP
Ingresso à venda nos sites Ingresso Rápido e Entretix ou na bilheteria do teatro.
Classificação Etária: livre (menores de 12 anos permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais)
Duração: 2h30 em 2 atos, com 15 minutos de intervalo