13.01.2018  /  9:00

5 fatos sobre a fortuna de Oprah, que pode se tornar a próxima presidente dos EUA

Oprah Winfrey || Créditos: Getty Images

Era para ser a 75ª entrega anual dos Globos de Ouro, mas é bem provável que a edição de domingo passado da premiação entre para a história como uma espécie de episódio especial do “The Oprah Winfrey Show”, o programa de entrevistas que Oprah Winfrey apresentou entre 1986 e 2011 na TV americana que não somente fez dela a celebridade mais poderosa dos Estados Unidos como também a mulher negra mais rica do mundo, sem falar que ela foi eleita há alguns anos como o ícone pop número 1 do país pela revista “Time” em uma lista na qual Mickey Mouse ficou em segundo lugar.

A riqueza de Oprah, aliás, se tornou tão mítica entre os americanos quanto a própria estrela da TV, que por lá é conhecida como “Queen of All Media” (“Rainha de Todas as Mídias”), tamanha é sua presença no noticiário nacional, seja por se tornar assunto quando menos se espera – como agora em que é alvo de torcida para que entre na próxima corrida pela Casa Branca – ou simplesmente por aparecer a cada mês na capa de sua própria revista, a “O” (uma das 20 mais lidas dos EUA) ou em algum programa do canal que leva seu nome, como o OWN – The Oprah Winfrey Network.

Muitos brasileiros, no entanto, estão pouco familiarizados com a história de sucesso de Oprah, sem dúvida a apresentadora de televisão mais famosa do mundo, e a importância que os números atrelados a ela terão caso a disputa de 2020 pelo cargo mais desejado do planeta a tenha entre os favoritos. Oprah é muito mais que um grande nome da telinha, ela é também bilionária e uma das maiores defensoras da ideia de que qualquer um pode se tornar rico, desde que realmente deseje isso o suficiente.

Pensando nisso, Glamurama foi atrás dos principais fatos por trás da fortuna que ela amealhou até hoje, afinal é da futura próxima presidente da nação mais poderosa do mundo que podemos estar falando. (Por Anderson Antunes)

A dona do show

Oprah em frente a sede da Harpo Studios, a casa do “The Oprah Show”, em Chicago || Créditos: Getty Images

Assim como Silvio Santos no Brasil, Oprah nunca teve patrão nos anos em que esteve à frente do “The Oprah Show”, atração produzida pela produtora dela, a Harpo (Oprah de trás para frente e também o nome de uma das personagens do filme “A Cor Púrpura”, no qual a apresentadora foi dirigida por Steven Spielberg). Como a verdadeira dona do programa, que logo se tornou campeão de audiência, ela sempre colheu os lucros financeiros de seu sucesso sozinha. Aliás, até meados dos anos 1990 a celebridade negra mais rica dos Estados Unidos era o comediante Bill Cosby, que protagonizou a sitcom mais assistida dos EUA na década de 1980. Foi em 1995 Oprah ultrapassou Cosby, e oito anos mais tarde, em 2003, ela se tornou a primeira mulher negra da história a entrar na lista de bilionários da revista “Forbes”, na qual está até hoje.

Sentiu na pele

Mesmo depois de rica, a apresentadora continuou sofrendo preconceito || Créditos: Getty Images

Apesar de riquíssima e extremamente famosa, Oprah ainda sofre preconceito por causa da cor de sua pele. Isso ficou evidente em 2013, durante uma viagem de férias dela pela Europa, quando a apresentadora decidiu ir a uma boutique de luxo de Zurique. Chegando no local, ela logo se encantou por uma bolsa da grife Tom Ford, cujo preço na etiqueta era US$ 38 mil (R$ 122,2 mil). Oprah então chamou uma jovem vendedora e pediu para a moça que retirasse o acessório da vitrine lacrada em que estava, mas para sua surpresa ficou a ver navios. “Não, essa é muita cara pra você, dê uma olhada nas bolsas mais baratas que temos”, a vendedora lhe disse. O caso foi relatado por Oprah em suas redes sociais e imediatamente rendeu manchetes ao redor do mundo, além de um pedido de desculpas da marca.

O segredo

Com US$ 2,8 bilhões na conta, o que ela menos pensa é em dinheiro || Créditos: Getty Images

Questionada certa vez sobre como ser tão bem sucedida financeiramente, Oprah respondeu dizendo que talvez seja porque nunca se preocupou com dinheiro. “Em tudo o que fiz na vida, quanto eu iria ganhar sempre foi a coisa menos importante”, disse. E olha que ela continua assim até hoje, tanto que não sabe as senhas dos próprios cartões e da última vez desde 1988 em que esteve em um banco foi só para passar tempo, e de quebra depositar um cheque de US$ 2 milhões (R$ 6,2 milhões). A apresentadora também já disse numa entrevista para a CNN que hoje em dia só assina cheques de mais de US$ 100 mil (R$ 321,6 mil), embora ainda sinta um pouco de frio na barriga quando precisa pagar seu imposto de renda anual, sempre na casa das dezenas de milhões de dólares, apesar de ter estimados US$ 2,8 bilhões (R$ 9 bilhões) na conta.

Recanto particular

Oprah e seu château em Montecito, na Califórnia || Créditos: Getty Images/Reprodução

Oprah gosta de viver bem, mas isso não significa que ela seja fã de ter muitos luxos ao seu redor. Em 2013 ela até escreveu um artigo publicado em sua revista, a “O, The Oprah Magazine”, no qual revelou que mandou redecorar a mansão de US$ 50 milhões (R$ 160,8 mil) onde mora na Califórnia a fim de deixá-la menos imponente. O problema, a apresentadora explicou no texto, é que seus convidados não se sentiam à vontade diante de tantos objetos e móveis caros. “Eu quero dar jantares que reflitam o meu jeito de ser e quero que as pessoas se sintam livres para repetir”, escreveu. Resultado: ela promoveu um leilão com os itens que mandou retirar, doou o dinheiro que arrecadou para a caridade e ainda se deu bem profissionalmente com tudo isso, já que a edição da “O” com o artigo dela foi uma das mais vendidas daquele ano.

Dando que se recebe

A The Oprah Winfrey Leadership Academy for Girls, na África do Sul, custou mais de US$ 140 mi para sair do papel || Créditos: Getty Images

Generosidade também é outro traço marcante de Oprah. Só o colégio interno para meninas que ela construiu na África do Sul em 2007, e que atende atualmente mais de 380 estudantes, lhe custou mais de US$ 140 milhões (R$ 450,2 milhões) do próprio bolso. Por meio da Angel Network, a ONG que a apresentadora criou em 1998 e que deixou de existir depois do fim do “The Oprah Show”, já que suas ações eram promovidas na atração, foram outras centenas de milhões de dólares. Oprah também já fez grandes doações individuais para causas variadas, como os US$ 10 milhões (R$ 31,3 milhões) que enviou para as vítimas do furacão Katrina, em 2005, e o cheque de US$ 1 milhão (R$ 3,2 milhões) que entregou em mãos para Alicia Keys investir na ONG Keep A Child, que auxilia crianças portadoras do vírus HIV e da qual a cantora é embaixadora global.