25.05.2018  /  8:24

5 bafões envolvendo os Rolling Stones, que completam 56 anos de formação nessa sexta

Da esquerda para a direita, Ron, Charlie (no fundo) Keith e Mick || Créditos: Getty Images

Os Rolling Stones vão comemorar os 56 anos de formação que completam nesta sexta-feira fazendo aquilo que melhor sabem: dando show. E literalmente! Na estrada desde o fim de fevereiro com a turnê “No Filter”, que já faturou US$ 120 milhões (R$ 437,8 milhões), o quarteto britânico composto por Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts vai se apresentar logo mais no Estádio Olímpico de Londres, que tem capacidade para receber até 80 mil pessoas.

Mas além de ainda conseguir faturar uma grana alta enchendo arenas mundo afora, mesmo estando há anos sem lançar músicas inéditas, a única banda de rock capaz de esgotar seus ingressos em questão de minutos também é expert na arte de criar polêmicas. Em homenagem aos Stones no aniversário deles, Glamurama lembra a seguir 5 vezes dos momentos mais “scandalicious” nesta quase seis décadas. Continua lendo… (Por Anderson Antunes)

O quarteto no programa de Ed Sullivan || Créditos: Reprodução

“Start Me Up”

Há quem diga que o “pai de todos os escândalos” da banda seja justamente aquele que a lançou nos Estados Unidos. Foi em 1964, no programa de Ed Sullivan na CBS, uma espécie de plataforma de lançamento de artistas. Convidados pelo apresentador para uma performance ao vivo, os Stones não decepcionaram, mas talvez tenham sido um pouco moderninhos demais para o telespectador americano da época, com Jagger dançando e sensualizando na frente das câmeras sem o menor pudor. Vários enviaram telegramas para a rede reclamando, e Sullivan chegou a bani-los da atração por um tempo para evitar uma debandada de público.

A foto de Jagger na ficha policial || Créditos: Reprodução

“It’s Only Rock ‘n Roll”

Em um belo domingo de fevereiro de 1967, Jagger, Richards e mais um monte de amigos se reuniram em uma mansão de West Sussex, em Londres para uma “jam session” regada a muito LSD. Eles acabaram passando da conta no consumo da droga, e a prova disso é que um dos festeiros relatou ter visto uma gangue de anões azuis idênticos vindo em direção a eles. Os anões eram, na verdade, policiais, que chegaram no local para acabar com a diversão depois de terem sido informados por repórteres do extinto “News of the World”. Os dedo-duros estavam em busca do flagra perfeito, claro. Foi um e-s-c-â-n-d-a-l-o!

Brian Jones, o “Stone original”, com Jagger || Créditos: Reprodução

“All Down the Line”

Os Stones também tiveram vários momentos trágicos ao longo dos anos, e certamente um dos maiores foi a morte de seu fundador, Brian Jones. De temperamento forte e tido como rival de Jagger, o roqueiro vivia entre as idas e vindas de uma depressão crônica que sofria e abusava das drogas muito mais do que seus colegas. O resultado foi o pior possível, e Jones precisou ser substituído em 1969 por Mick Taylor, um golpe que jamais superou. Pouco tempos depois do cartão vermelho, ele foi encontrado morto em uma piscina, aos 27 anos, inaugurando outro grupo famoso: o “Clube dos 27”, dos músicos que morreram com 27 anos de idade.

Vocalista e líder da banda, Jagger também estrelou “Performance” || Créditos: Reprodução

“Play with Fire”

Brian Jones pode ter fundado os Stones, mas a alma da banda sempre foi (e continua sendo) Jagger. Isso ficou bem claro em 1970, com o lançamento do thriller “Performance”, dirigido pela dupla Donald Cammell e Nicolas Roeg e estrelado pelo cantor. Repleto de cenas de sexo e violência, o longa chegou a ser renegado pelo estúdio que o bancou, a Warner Bros., que não quis lança-lo nos cinemas. Hoje em dia descrito como “corajoso”, “ousado” e, acima de tudo, “essencial”, é considerado uma das melhores produções para a telona dos anos 1970 e também uma das mais influentes do “British cinema” da década. Fica a dica!

Jagger e Richards no centro, entre os colegas Watts (esquerda) e Woods (direita) || Créditos: Reprodução

“I Wanna Be Your Man”

Todo casamento bem sucedido tem seus momentos de descida ladeira abaixo, e no caso dos Stones isso aconteceu em meados dos anos 1980, quando Jagger e Richards não aguentavam mais olhar um pra cara do outro e resolveram seguir carreiras solo, sem necessariamente agradar os críticos do mesmo jeito que faziam quando estavam lado a lado. Só no fim da década, em 1989, que as coisas começaram a voltar ao normal. A banda foi finalmente incluída no Rock n Roll Hall of Fame, e seus dois integrantes mais famosos colocaram as diferenças de lado pra trabalhar em um novo álbum, o icônico “Steel Wheels”. Daí pra frente – e para a nossa sorte -, foi hit atrás de hit.