06.04.2017  /  14:04

13ª edição da SP-Arte cresce e aparece com eventos paralelos e recorde de galerias

Milu Villela
Milu Villela, uma as convidadas da abertura || Créditos: Bruna Guerra

A quarta-feira foi de festa para os convidados da 13ª edição da SP-Arte, maior feira de arte contemporânea da América Latina, instalada na Bienal do Parque Ibirapuera. Como de costume, galeristas, colecionadores e entusiastas do mundo das artes se aglomeraram pelos corredores, ávidos por novidades.

Para Fernanda Feitosa, idealizadora e diretora da feira, esse ano é de comemorações mil: “Este ano temos 134 galerias de arte sendo 90 galerias brasileiras e 44 internacionais, além de 25 galerias de design voltado para o mobiliário nacional. Temos um preview da Japan House, com oito galerias japonesas e mais 180 eventos acontecendo pela cidade até domingo, com palestras e lançamentos de 28 livros. As obras selecionadas e a qualidade estão excepcionais. Esse ano está surpreendente e a crise em nada nos afetou, inclusive instigou as galerias a expor o melhor”, disse ela, que no meio do primeiro dia já reclamava de dor nas costas, parando para descansar e tentar seguir caminho a bordo do pomposo salto alto.

As mais elegantes que circularam pela feira no primeiro dia? Maythe Birman, Nathalie Rumpf, Lilly Sarti e Maria di Pace, sempre descolada, com maxi shirt e tote bag oversized.

Vik Muniz também endossa o valor do evento. “A importância de uma feira como a SP-Arte é fundamental para a troca de informação para o mercado e acabamos criando também uma espécie de senso do estado da arte contemporânea. A feira é uma maneira de o mercado testar novas tendências e é muito importante para criar diálogos e tentar entender para onde as coisas estão indo”, resume o artista, que fez questão de passar o dia na Bienal, inclusive foi visto – e encarou com maestria – a longa e demorada fila do buffet montado pelo restaurante Santinho.

Os espaços mais concorrido? A Galeria Nara Roesler, que se manteve lotada praticamente o dia todo, diferente do espaço da britânica White Cube, que sem bossa e mesmo com um Damien Hirst na parede ainda precisa de fôlego.

O espaço da Vivo, uma das patrocinadoras do evento, todo criado por Eduardo Srur, é o point desta edição e oferece aos visitantes mimos desejados por todos: wi-fi que funciona graças ao potente 4G da operadora, totens para recarga de celular e até carregadores portáteis descartáveis distribuídos para quem não quer perder tempo e zanzar pela feira com carga máxima! Abaixo, vídeo do Glamurama e, mais abaixo, galeria com os convidados.

(Por Matheus Evangelista)