12.08.2017  /  0:21

Felipe Pezzoni, da Banda Eva, entrega detalhes de sua vida como pai e como filho

Felipe Pezzoni e seu filho Vicente || Créditos: Divulgação

Este fim semana é dedicado ao pais e Glamurama foi conversar com Felipe Pezzoni, líder da Banda Eva e figura das mais importantes do Carnaval de Salvador, para saber um pouco mais da relação pai e filho. Afinal, o pai foi seu grande incentivador musical e agora o pequeno Vicente, seu filho de 2 anos, já demonstra ser “muito musical”, como diz o pai coruja. Confira!

Glamuram: Conte um pouco desta história com seu pai e a música?
Felipe Pezzoni – Meu pai, mesmo sem planejar, foi o meu grande incentivador musical. Ele tocava percussão como hobby, sempre gostou de instrumentos e desse universo e, por isso, desde muito novo eu já apresentei uma habilidade musical muito forte. Comecei a tocar muito novinho por conta desses instrumentos que tínhamos em casa e não parei desde então. Com quinze anos eu comecei a cantar e passei por diversas bandas, diversos projetos, cantei vários estilos musicais, até entrar na Banda Eva. Ele foi meu primeiro incentivador e durante toda a minha trajetória ele sempre deu total apoio para que eu trilhasse o meu sonho.

Glamuram: O Vicente também tem dom musical? Como aconteceu essa introdução?
Felipe Pezzoni – É muito cedo pra gente conseguir identificar um dom, uma habilidade, mas acho o Vicente muito musical, ele ama música, isso é fato. Quando ele vai aos nossos ensaios fica maluco com os instrumentos, pega a baqueta, quer tocar bateria, é muito engraçado. Para ele é meio que hipnotizante quando estamos tocando, mas ainda não sei se ele vai seguir os caminhos do pai. Eu o coloquei na aula de musicalização infantil e, toda vez que estou em casa, faço questão de levá-lo, de acompanhar esse processo de introdução na música, o contato com os instrumentos e com esse universo. É muito bom para ele, independente da profissão que ele queira seguir lá na frente. A música torna a criança mais sensível pra arte, pra vida, abre a cabecinha dela.

Glamurama: Você fica muito tempo viajando, como faz para matar a saudade do seu pai e do seu filho? 
Felipe Pezzoni – A ausência sem dúvidas é a parte ruim do meu trabalho, a saudade do meu filho, do meu pai e de toda família. Eu procuro aproveitar e otimizar o meu tempo para buscar sempre estar com eles, é dessa forma que a gente vai administrando. Quando estou em Salvador tento passar o maior tempo com eles e tornar esse contato o mais intenso possível. Meu pai e minha mãe mudaram e moramos hoje na mesma rua, somos praticamente vizinhos, então isso facilitou muito esse ganho de tempo. Consigo ir para a casa deles andando, tomar café, almoçar e, principalmente, sem precisar me dividir entre o filhote e o pai, sempre estamos muito juntos.

Glamurama: De onde surgiu a hashtag #mundomagicodovicente?
Felipe Pezzoni – Toda criança é muito imaginativa, na cabecinha delas existe um mundo colorido, mágico e eu procuro fazer com que seja um mundo mágico de verdade, incentivo a sua criatividade e a sua imaginação. Daí surgiu #omundomagicodovicente, para poder contar toda a historinha dessa primeira fase dele, das aventuras, descobertas dele e, principalmente, das peripécias. Essa fase é muito gostosa, cada dia é uma surpresa.

Glamurama: Qual o presente mais inusitado que você já deu ou ganhou de Dia dos Pais?
Felipe Pezzoni – Teve um presente muito legal, se não estiver errado foi no meu primeiro Dia dos Pais. Eu fui gravar um programa de TV e no meio da entrevista fizeram uma homenagem linda dele cantando a música do papai, foi logo quando ele estava começando a interagir mais e falar as primeiras palavrinhas, já estava super emocionado com o vídeo quando de repente entra ele e a mãe dele no palco do programa. Foi muito emocionante e marcante para mim!

Glamurama: Qual o maior desafio de ser pai?
Felipe Pezzoni – Nesses primeiros anos como você é o exemplo de tudo para ele, acredito que seja o maior desafio, por você se analisar e buscar sempre estar passando um bom exemplo de ser humano, de pai, de profissional, então você se cobra muito, o tempo todo. É saber que você tem uma pessoinha ali, te olhando, se espelhando em você e você não pode falhar. É uma busca diária pela evolução.

Glamurama: Tem mais filhos nos planos?
Felipe Pezzoni – Quem sabe uma menininha para fechar a conta?! Tenho vontade de ter outro filho, um menino para ser parceiro do Vivi ou uma menina pra fechar o casal, ser pai pra mim foi a melhor coisa da vida. Mas isso é algo para começar a se pensar daqui a um ano mais ou menos.

Glamurama: Uma mania sua e do seu pai e sua e do seu filho que só vocês sabem…
Felipe Pezzoni – Eu tenho uma mania muito louca, que meu pai também tem e o Vicente já está fazendo. Quando deitamos ficamos esfregando os dedos do pé, tipo tentado estalar o dedo. Muito engraçado como herda esse tipo de coisa.

Glamurama: Quais são os planos para o domingo?
Felipe Pezzoni – Domingo vou passar trabalhando em Brasília, infelizmente ou felizmente, essa é a parte chata do meu trabalho. Mas na segunda-feira já estou de volta para fazermos o nosso Dia dos Pais, vou fazer uma programação toda dedicada a ele e a meu pai.