30.07.2017  /  6:00

“Gosto de ter o que ninguém tem, do original”, um papo com Aninha Gonzalez!

Foto: André Giorgi/ Divulgação

Ela cresceu perto do mar e não vive sem acessórios coloridos. Mas a banqueteira Aninha Gonzalez também adora um visual urbano

Por Aline Vessoni para a revista J.P. de julho || Fotos André Giorgi

Se tem uma coisa que pode definir Aninha Gonzalez é o seu amor pelo mar. Tem também aquele sorriso simpático que sempre a acompanha, claro, mas a leveza que encontramos em suas roupas tem influência de todos os anos que passou nas praias do Espírito Santo e Santa Catarina, locais onde cresceu. “Meu armário é ideal para quem mora no Rio”, brinca ela. São peças coloridas e alegres, que traduzem muito bem sua personalidade e seu jeito de levar a vida. No entanto, J.P acredita que essa banqueteira paulistana também é certeza de estilo nas baixas temperaturas e bem longe da areia. Aninha sabe como ninguém incrementar seus looks com roupas versáteis e escuras. O segredo? Praticidade.

“Depois dos 40, você aprende o que fica bom em você. Como estou sempre correndo, de eventos para festas, aprendi que é preciso me sentir bem. Não dá para usar um salto superalto ou um decote que me atrapalha”, conta ela, que, não à toa, é aficionada por tênis. Seus looks têm sempre uma pegada que mistura o prático e o moderno sem perder de vista a feminilidade – como o casaco bordado com pérolas que pode ser usado a qualquer hora do dia. Tem também as peças únicas, como o macacão, que facilitam muito: “Eu abro o armário e escolho. É muito rápido, porque eu não posso perder tempo”, diz. Entre as marcas há grandes labels e também designers pouco conhecidos, que só a turma que é puro estilo usa – caso da japonesa Tsumori Chisato. Nos acessórios, sua paixão está nas pulseiras, muitas garimpadas durante suas viagens a Nova York, Barcelona e Paris, destinos frequentes nas férias. “Gosto de ter o que ninguém tem, não o que todo mundo usa. Gosto do que é original e isso tem a ver com o fato de que não me visto para agradar ninguém a não ser a mim mesma.”

Aninha é dona do bufê superbadalado que leva  seu nome, então está sempre dividida entre suas responsabilidades de mãe de dois filhos – Pedro, de 14 anos, e Lívia, de 9 – e de dona de um negócio. Mesmo assim, encontra tempo para ficar sozinha e se questionar sobre a vida e o seu papel no mundo. Com os anos, além da facilidade para se vestir, chegou a sede pelo autoconhecimento. Atualmente, ela está fazendo um curso de astrologia védica e pratica meditação mindfulness ou através de mantras. “Eu gosto de ter tempo pra mim. Faço isso enquanto caminho e também nas aulas de pintura em aquarela que faço com a Pinky Wainer. Pintar é minha válvula de escape.”  Aqui, um mix de tudo que a inspira, seja na hora de escolher o look, nas suas criações na cozinha ou para manter a mente sã.

UNIVERSO PARTICULAR

Sonho

“Se eu pudesse, moraria na praia.”

Cabeceira

“Sempre tem um bom romance, livros de comida e não pode faltar Danuza Leão. Agora estou lendo Nutrindo Seus Sentidos, de Laura Pires, Atenção Plena – Mindfulness, de Mark Williams e Danny Penman, e Belgravia, de Julian Fellowes.”

Beleza

“Por conta da pele ressecada, hidratante é uma constante na minha vida. Uso filtro solar da La Roche-Posay e o leite corporal Alpha Km, da Noreva. Não uso perfumes. Quando quero um cheirinho, gosto de lavanda ou notas cítricas da L’Occitane.”

Restaurantes

“São tantos! Em São Paulo, Maní, Na Garagem, La Central, Casa do Porco, Chef Vivi, TonTon, TanTan; no Rio, Celeiro; Paris, o L’ami Louis; e o Kikis, em Mykonos.”

Música

“Bebel Gilberto, Spoon, Kings of Convenience, Céu e Nando Reis.”