Camila Queiroz, Marcelo Serrado, Vanessa Giacomo, Milton Gonçalves, Irene Ravache e Mateus Solano
Camila Queiroz, Marcelo Serrado, Vanessa Giacomo, Milton Gonçalves, Irene Ravache e Mateus Solano || Créditos: Juliana Rezende

Um dia depois de vazamento de trechos de uma gravação feita por Joesley Batista de uma conversa com Michel Temer e horas após pronunciamento do presidente em cadeia nacional dizendo que não renuncia, Glamurama estava, na noite dessa quinta-feira, no Projac em evento de lançamento da novela “Pega Pega” – que iria se chamar “Pega Ladrão” e discute a ética. Tinha assunto mais inevitável de se conversar com o elenco da trama do que a crise política do Brasil? Aqui embaixo, um pouco do que os atores pensam! (por Michelle Licory)

Camila Queiroz

“A única coisa que posso fazer é torcer – e rezar, o que ultimamente tem sido muito necessário… Rezar para que tudo acabe bem. Quem fez tem que pagar. Justiça para todos que deitaram no travesseiro e dormiram tranquilamente enquanto pessoas morriam no hospital”.

Nanda Costa

“Estou profundamente triste e arrasada. Ao mesmo tempo, a gente tem que se unir – e estamos tão separados! Ontem eu cheguei exausta em casa só para pegar uma mala porque ainda ia fazer umas fotos, liguei a TV no jornal e pensei: ‘Não estou acreditando nisso’. Como desligar disso e fazer um trabalho com leveza sabendo que o país está desmoronando?”

Mateus Solano

“Esse momento tão complicado para o país, tudo que está acontecendo… A gente aponta o dedo para o outro, mas corruptos somos nós que botamos esses corruptos no poder. É tanta roubalheira que a pessoa que perde o emprego ou vai para debaixo da ponte ou rouba. Um clima de confusão total. Não vou dar mais uma teoria da conspiração. Daqui a 20 anos é que a gente vai entender o que está acontecendo”.

Irene Ravache

“Tivemos um presidente que não sabia do mensalão, uma presidente que não sabia de Pasadena e agora um que não lembra o que disse há um mês. Não acho que os meios justifiquem os fins. Acobertar porque a economia começou a crescer? Não. Se houve alguma coisa… O momento é de não deixar passar, de pressão mesmo. Mas se ele cai assume o Rodrigo Maia? O Eunício? Não merecemos ter Eunício como presidente. Eunício é o fim, com trocadilho mesmo. Assumir alguém que não tenha nenhum processo é o mínimo. Temos que brigar por isso. Quando eu era jovem, fui de esquerda, já apanhei da polícia. Mas não entendo esquerda que compactua com corrupto, que faz aliança com bandido. Quando externamos essa opinião, somos coxinha. Não, sou cidadã indignada. Essa divisão que aconteceu no país pós PT é burra. Não entendo aliança com Collor, com Sarney”.

Marcelo Serrado

“O pensamento é: se já está roubalheira, vou roubar também… Subornar o guarda…. Corrupção é cultural no Brasil. Não me arrependo de ter ido para a rua [contra Dilma]. Fiz meu papel como cidadão. Cada um tem o direito de se manifestar. Nunca fui a favor do Temer. Sou a favor de diretas já. Os últimos acontecimentos só provaram que a Lava Jato não é seletiva”.

Milton Gonçalves

“Sou um socialista, ou seja, cada um de acordo com sua necessidade. Isso que procurei fazer minha vida inteira. ‘Ah, você é negro’. Sou brasileiro, e negro, não importa. Amo meu país e conheço meu país de norte a sul, de leste a oeste. Não quero falar sobre o momento político. Todo mundo comete erros, qualquer grupo faz coisas que não deveria, ou por achar que estava fazendo uma coisa boa e de repente se dá conta, não percebe… Não quero discutir, mas meu país é lindo e vai se reencontrar se Deus quiser – e ele há de querer. Tenho meu partido, minha visão, meu olhar, o que aprendi. Clima de incerteza prefiro não falar, incerteza a gente tem em casa, jogando bola, com dor de dente. O resto…”

Danton Mello

“Fora Lula, Fora Dilma, Fora Temer, Fora todos. Minhas filhas foram morar em outro país por conta de uma oportunidade que minha ex-mulher teve e eu sofri muito. Mas talvez tenha sido melhor para elas terem referências diferentes disso”.

Vanessa Giácomo

“É um momento delicado do Brasil, que atinge todos os brasileiros. Não se tem esperança com mais nada. É preciso poder conversar sobre política, ouvir o que cada um tem a dizer e unir todas as forças por um Brasil melhor”.

Um trecho da declaração de Irene você vê aqui embaixo: play!