18.02.2017  /  8:33

Carnaval x salto alto: de olho nos riscos e nos cuidados na hora de curtir a folia

Sabrina Sato, Juliana Paes, Fernanda Lima e Luiza Brunet não dispensam o salto nos desfiles || Créditos: Agnews/Divulgação
Sabrina Sato, Juliana Paes, Fernanda Lima e Luiza Brunet não dispensam o salto nos desfiles || Créditos: Agnews/Divulgação

Nem na hora de aproveitar a folia as mulheres abrem mão do salto alto, claro. Do agulha ao plataforma, não dá para negar que o acessório, que garante uns centímetros a mais, é parceiro inseparável nas festas e principalmente nos desfiles das escolas de samba. Mas não é sempre que esta arma de sensualidade contribui com a performance.

Durante o Carnaval de 2016, a apresentadora Ana Hickmann levou dois tombos durante o desfile da Grande Rio em cima de botas altíssimas e acabou fraturando o joelho e a bacia. E a lista é extensa: Claudia Raia, Susana Vieira e até Grazi Massafera – capa deste mês da Revista JP – já caíram na avenida por causa dos saltos.

Ana Hickman caiu na avendia em 2016
Ana Hickmann caiu na avenida em 2016 || Créditos: Reprodução

“Apesar de comum é preciso lembrar que o salto alto, principalmente para quem vai passar o dia pulando Carnaval ou atravessando a avenida, pode causar torções e até fraturas”, explica Sérgio Mauricio, ortopedista e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

O salto alto causa problemas do dedo do pé até a coluna lombar. Isso acontece porque esse tipo de sapato altera o eixo central de equilíbrio ao forçar o posicionamento do pé para frente. A situação pode se agravar se o sapato tiver salto alto e bico fino, que aperta os dedos dos pés. “As lesões mais comuns são no metatarso e tendinite na panturrilha, sem contar a facilidade de uma lordose, que causa lesões na musculatura da região lombar, trazendo dores na coluna e até problemas no joelho”, conta Sérgio.

Para quem não quer abrir mão do salto, alguns cuidados devem ser tomados. Segundo a Dra Karla Assed, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology, é aconselhável evitar usar saltos muito altos. Se não for possível, optar pelos que tenham plataforma e sejam mais confortáveis. Não ficar muito tempo em pé e sentar de vez em quando durante a festa também ajuda.

O que pode ser feito para recuperar os pés?
Dra Karla Assed: Faça um banho de água morna com óleos calmantes como camomila e menta associando uma misturinha com mel e açúcar para fazer uma leve esfoliação. A esfoliação retira as células mortas da pele, deixando mais fina e macia. A camomila e menta têm uma ação refrescante e calmante.

Existe alguma massagem que possa ser feita antes ou depois de passar o dia pulando bloco?
Dra Karla Assed: A melhor massagem é a drenagem linfática, para diminuir edema (inchaço). Evite massagens compressivas. A massagem deve ser feita após a festa para diminuir o edema das pernas e melhorar a circulação. Evite passar cremes hidratantes antes, pois os pés se tornam mais finos e facilita a formação de bolhas.

Existe algum tratamento mais permanente para sentir menos dor no pé?
Dra Karla Assed: Existem algumas meias palmilhas de silicone que dão mais conforto ao pisar, protegendo melhor o pés. Proteger sempre aquele ponto do pé que mais sofre, podendo ser o calcanhar ou a ponta dos dedos. Não existe nada definitivo e sim profilático.

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