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23/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

PÃO


Os sanduíches são a especialidade da Inoteca, um charmoso restaurante do . As opções de recheio, uma mais gostosa que a outra, vão de cogumelos grelhados com mozzarela, pesto e espinafre a salame com queijo de cabra e tapenade. Na hora da sobremesa... tome coragem e experimente o delicioso sanduíche com nutella!


Inoteca / 98 Rivington Street (esquina com Ludlow) / www.inotecanyc.com


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23/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

SACOLA


Esta é para as consumistas de plantão... As bolsas da Bottega Veneta desta estação estão lindas de morrer. Tanto a versão em pied de poule quanto a em couro preto trançado são exemplos bem versáteis de bolsas clássicas e bem acabadas. Custam US$ 2.700 e US$ 2.250 respectivamente.


Bottega Veneta / 699 Quinta Avenida / www.bottegaveneta.com


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23/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

POP ART


Pinturas feitas por David Hockney entre 2006 e 2009 estão expostas nas duas unidades da galeria Pace Wildenstein – no Chelsea e no Upper East Side. Já fazia mais de 12 anos que o artista inglês não mostrava suas pinturas em Nova York e esta nova safra – com 14 trabalhos – tem como tema paisagens de Yorkshire onde Hockney nasceu. As telas, coloridíssimas, são bem grandes – medem 2.5m X 3.5m. Vale conferir.


David Hockney: Paintings 2006-2009 - Pace Wildenstein / 32 East 57th Street / 534 West 25th Street. Até 24 de dezembro / www.pacewildenstein.com


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23/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

PEGADA


Perfeita para as longas caminhadas no frio, a bota Outsider, da All Star, vai ser uma ótima pedida para este inverno nova iorquino. O modelo em questão é inspirado em versões antigas dos sapatos que a marca costumava fazer – uma espécie de vintage novinho em folha. Custa US$ 90.


www.converse.com


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17/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

MISTURA


Erica Kiang viaja o mundo garimpando roupas e acessórios para sua loja, Babel Fair. Entre as marcas brasileiras que já foram parar nas araras da loja estão Alessa, Giulietta e Zibba. Enquanto passeia pelos quatro cantos do mundo, Erica não pensa só em moda. Sua marca é uma das patrocinadoras do documentário Strange Things, que fala sobre a pobreza no Haiti. Para saber mais sobre o projeto e a loja, visite o blog deles.


Babel Fair / 260 Elizabeth St. / www.babelfair.com


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16/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

CÂMERA


Alguns desenhos que Tim Burton fez na infância foram parar na parede do MoMA. Trata-se de uma retrospectiva da carreira dele, que é conhecido por seus filmes Edward Mãos de Tesoura, Peixe Grande e a última versão de A Fantástica Fábrica de Chocolate. A exposição mostra cadernos de rascunhos, filmes, maquetes e pinturas feitas por Burton.


* Os cinéfilos estão tão animados que os ingressos para a pré-estreia já esgotaram. Mas a noite de autógrafos vai ser nesta quarta-feira (18/11), no segundo andar do museu, das 14h30 às 16h – uma boa chance para os fãs conhecerem o ídolo de perto.


The Museum of Modern Art / 11 West 53rd Street / Tim Burton de 22 de novembro a 26 de abril de 2010 / www.moma.org


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16/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

HIPPIE


A temperatura média em Nova York nesta semana, de acordo com a previsão do iPhone, será de 10 graus, Isso significa que é hora de tirar do armário os gorros e luvas... A  tem opçõe chamosíssimas. Este gorro Etro, de lã, feito à mão, está na seção masculina da loja de departamentos, mas funciona também para as meninas. A boa notícia é que a liquidação de outono da Barney's começa nesta quinta-feira (19/11), tudo com até 40% – só por uma semana.


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16/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

DESCANSO


Acaba de ficar pronta a reforma do The Surrey Hotel, que custou cerca de US$ 60 milhões. Com clima art-deco e uma coleção incrível de arte contemporânea, o hotel oferece suítes que vão de US$ 540 a 1,230. O restaurante, logo ao lado da entrada, é o Cafe Boulud – do chef estrelado Daniel Boulud – e os hóspedes podem pedir para entregar a comida no quarto. O quarto, por sua vez, tem lençóis Sferra e colchões Duxiana – tudo do bom e do melhor.


The Surrey Hotel / 20 East 76th street / www.thesurrey.com


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16/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

ROCK'N'ROLL

As irmãs Danielle e Jodie Snyder, da Dannijo, são as designers mais faladas do momento. Inspiradas pelo glamour hollywoodiano e pelos índios nativos dos Estados Unidos, as bijoux desenhadas por elas são estilosas e sofisticadas. Natalie Portman, Milla Jovovich e Beyoncé Knowles já disseram que adoram... E as peças da Dannijo também apareceram em alguns episódios do seriado Gossip Girl. As joias da marca podem ser encontradas online – no site das designers – e na loja de departamentos Bergdorf Goodman.

Dannijo / www.dannijo.com


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09/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

CELEBRATION


Uma dupla pouco convencional, formada por um pianista e um 'video artist', vai se apresentar no próximo fim de semana em Nova York como parte das comemorações dos 50 anos do Lincoln Center. Leif Ove Andsnes no piano e o artista Robin Rhode, com suas performances narrativas feitas com fotos e animação, trabalham em cima da música clássica Pictures at an Exhibition do compositor russo Musorgsky. As apresentações acontecem no Alice Tully Hall.


Pictures Reframed (World Premiere) / Leif Ove Andsnes e Robin Rhode / 13–14 de Novembro Lincoln Center – Alice Tully Hall


 

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09/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

HOTSPOT


A Opening Ceremony, de Carol Lim e Humberto Leon, foi eleita nesta semana pela revista Time Out como uma das lojas mais tipicamente nova iorquinas do momento – e não é pra menos... A loja, que tem a atriz Chloë Sevigny entre seus criadores, vende roupas de estilistas bam-bam-bãs de várias partes do mundo – Alexandre Herchcovitch é um deles –, designers jovens e uma seleção caprichada de roupas vintage. Para completar, a O.C. tem bolsas, bijoux, livros e cacarecos para a casa – tudo de muito bom gosto.


Opening Ceremony New York 35 Howard Street / www.openingceremony.us

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09/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

IT BAG


Além da bolsa, muitas nova-iorquinas carregam também uma sacolinha de pano. Elas servem para levar revistas e jornais ou as compras do supermercado – ecologicamente correta, evitando as de plástico. As mais simpáticas são as da livraria Strand – custam menos de 10 dólares e têm várias estampas diferentes. Vale lembrar que a Strand é um ícone da cidade, com 29 km (18 milhas) de livros novos e usados, sobre todos os assuntos.


Strand Book Store 828 Broadway, esquina com rua 12 / www.strandbooks.com


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09/11/2009

Coluna Nova York - Por Gisela Gueiros

PARADA OBRIGATÓRIA


Viagem no túnel to tempo... A Bauhaus, mais famosa e influente escola de arte avant-garde da história, acaba de virar tema de uma exposição no MoMA. Fundada em 1919 na Alemanha – e fechada pelos nazistas em 1933 – a Bauhaus reuniu artistas, arquitetos e designers que pensavam a arte para a vida moderna, na era da tecnologia.


* A mostra apresenta mais de 400 trabalhos que vão de móveis a pinturas e esculturas de gente como Josef Albers, Marcel Breuer e Mies van der Rohe. Junto com a exposição, o MoMA oferece o workshop Bauhaus Lab – coordenado por artistas, educadores e historiadores da arte – e o Bauhaus Lounge – um espaço para quem quiser relaxar e aprender ainda mais sobre a escola.


Museum of Modern Art - MoMA Bauhaus 1919–1933 / Workshops for Modernity até 25 de janeiro de 2010 / www.moma.org


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27/08/2009

Coluna Nova York - Por Nessia Leonzini

CARA NOVA

A rede de farmácias Duane Reade faz parte da paisagem urbana; em cada esquina há uma, reconhecível pelo logotipo e pelas vitrines abarrotadas de tudo, desde produtos de beleza até os de casa, desde comidas até vitaminas, em nenhuma ordem coerente. Depois de 50 anos, a D&R resolveu modernizar o visual. As poucas lojas que estão de cara nova são mais alegres e arrojadas, principalmente as prateleiras de maquiagens que agora trazem bons produtos importados. Muitas ficam abertas 24 horas.

Duane Reade -253 lojas em NYC



TV

A série “Mad Men” é o hit do momento com o seu look anos 1960, sexy e provocativo, e o jargão publicitário de Madison Avenue. Está em sua segunda temporada e é uma verdadeira mania nacional. Isso não diminui em nada a popularidade de “Curb Your Enthusiasm”, desde 2000, estrelada por Larry David, o autor das maiores gafes da televisão norte-americana. David é insuportável, (dizem que na vida real também), mas imperdível. É o star do mais recente filme de Woody Allen, “Whatever Works”. A nova temporada começa no dia 20 de setembro.



ROCK

Num concerto dos ingleses Pet Shop Boys todo mundo dança, menos os dois integrantes da banda, Neil Tennant e Chris Lowe. Aliás, este último nem canta, é mais um companheiro de palco que fica praticamente sem se mover. Os Pets são melódicos, românticos, alternativos, e ao vivo, muito irreverentes. 

Pet Shop Boys

1 e 2 setembro no Hammerstein Ballroom



HAPPY BIRTHDAY

Em 29 de agosto, Michael Jackson estaria festejando 51 anos e o hip-hopper Q-Tip, que era do grupo Tribe Called Quest, comanda a noite, nas mesas de som. O músico preparou umas mixagens especiais que vão ser acompanhadas por vídeos inéditos do Rei da Pop. O jovem e talentoso DJ Mark Ronson, que já passou pelo Brasil, complementa a programação. Vai ser muito bom!

Nokia TheatreTimes Square, 29 de agosto a partir das 22 hs, Broadway com 44th St. O telefone é 800 745 3000.

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20/08/2009

COLUNA NOVA YORK - Por NESSIA LEONZINI

SOBRE AS ONDAS

Para um artista, qualquer superfície disponível pode ser um meio de expressão. Steve Miller, que trabalha em vários suportes, encontrou na coleção de tábuas de surf uma extensão natural para os seus pincéis. A forma alongada e elegante das tábuas provou ser uma linda tela de trabalho, onde ele aplica silk screen e tinta esmaltada, transformando cada uma delas numa deliciosa obra de arte, de personalidade própria e resistente à água do mar. Miller é fã do Brasil e só pega onda de bermuda Osklen com estampa do calçadão de Copacabana, para não morrer de saudades.

stevemiller.com




BOLSA

Quem recebeu muitos visitantes nesse verão foi o Touro de Wall Street (Charging Bull), a famosa escultura de bronze que se transformou no símbolo da “prosperidade” do mercado financeiro, o “bull market”, ou seja, o mercado em alta. Passem a mão nele, para dar sorte. O touro fez sua aparição depois da queda do Mercado de 1987 e representa a “força e o poder do povo americano”. Pesa 3200 quilos e é do artista Arturo di Modica (n.1941) que instalou o touro, em 1989, na frente da Bolsa de Valores sem permissão oficial. As crianças adoram subir no touro e tirar foto.

Charging Bull – em Wall Street, na saída do metrô Bowling Green, linhas 4, 5 e 6




LEITURA

É uma pequena livraria de charme inglês e constitui um marco em pleno Greenwich Village. Foi até oficialmente chamada de “um bolso de civilidade“ pela Sociedade Histórica do Village. Não se sabe bem como, mas a Three Lives conseguiu sobreviver à internet e às megalivrarias, e aí está, florescendo - um verdadeiro anacronismo, como diz o site da casa. Os readings (leituras) são famosos. Uma pausa super gostosa quando se anda por ali.

154West 10thSt , com Waverly Place. Fone:. 212 7412069


PARQUE

Um programa delicioso para esta época do ano: alugue bicicletas e pedale pelo Central Park. São 341 hectares de verde e 76 Km de caminhos, sob a sombra,  para explorar. Com crianças, é um programa bem mais relaxante do que uma visita a pé. As bicicletas, em todos os tamanhos, são entregues no hotel, serviço porta a porta e vem equipadas com capacetes. O preço do aluguel por dia é US$ 35, uma verdadeira barganha.

Bike Rental Central Park, na 348 West 57th Street. Fone 212 6649600, uma hora US$ 15, duas horas US$ 20 e três horas US$ 25. Serviço porta a porta gratuito até cinco quarteirões de distância

BikeRentalCentralPark.com


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12/08/2009

Coluna Nova York - Por NESSIA LEONZINI

CULINÁRIA

Uma fatia de pizza, comumente chamada “a slice”, está custando US$ 5. A notícia saiu no “New York Times”. Duas vezes! Até o prefeito entrou, diplomaticamente, na discussão do pedaço de pizza... Neste verão é o prato do dia e aparece no menu de estabelecimentos respeitadíssimos da gastronomia nova-iorquina , em combinações das mais excêntricas. É comfort food politicamente correta porque acompanha o estado de espírito da recessão. Se quiserem provar a tal slice, ela é manualmente preparada, com ingredientes importados, por Domenico De Marco, do Brooklyn.

Di Fara Pizza, na1424 Avenue J (com E15th), no Brooklyn, 718. 2581367



MENÇÃO HONROSA

Eleven Madison Park, o simpático restaurante de Danny Meyer (do Union Square Café, Gramercy Tavern, The Modern) que abriu em 1998, acaba de ganhar quatro estrelas do crítico Frank Bruni, do “New York Times”. O chef Daniel Humm, de 32 anos e na casa desde 2006, é responsável pelas boas novas com sua maestria na cuisine contemporânea francesa e na gastronomia molecular. Isso se traduz em bisques (o cappuccino de ouriço ganhou menção especial), “espumas”, foams e clássicos como frango assado em brioche e fois gras e porquinho de leite. O preço fixo (três pratos) é US$88 e bem mais em conta do que outros tops como Daniel e Per Sè. Bon appétit!

Eleven Madison Park, na 11 Madison Ave com Rua 24, 212 8890905



MINIMALISMO

Nesta temporada de chuvas intermináveis e tráfego insuportável, os passeios fora da cidade são um programa arriscado. Mesmo assim, uma visita ao pequeno museu Dan Flavin, na cidade de Bridgehampton, a duas horas de NY, nos Hamptons, é super agradável. Flavin é um mestre da luz. Suas esculturas em simples tubos de luz fluorescente criam contrastes de cor, jogam com a intensidade de luz e estabelecem relações formais e estruturais entre o que se vê e o que não se vê. O acervo de nove obras realizadas entre 1963 e 1981 está instalado numa antiga e charmosa firehouse de 1908, toda restaurada .

Dan Flavin Art Institute: Mantido pela Dia Art Foundation,  na Corwirth Avenue, esquina com Main Street , Bridgehampton

Pela Long island expressway, 495. Saida # 70, pela 27 Montauk Highway.A duas horas de Manhattan (melhor durante a semana), Diacenter.org



PIRUETAS

Os aficionados por dança devem ir ao Massachussets, nas montanhas do Berkshire para o Festival Jacob's Pillow que está celebrando seu 77° aniversário. O festival foi fundado pelo legendário bailarino Ted Sahwn, em 1933 e se estabeleceu como um palco para experimentação e preservação da linguagem coreográfica. Os palcos são ao ar livre, a lista de estrelas que participam é longa  e o setting, maravilhoso. Há varias pousadas simpáticas na região.

Jacob's Pillow Dance Festival: a três ou cinco horas de Manhattan. Berkshire Hills, Massachussets

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05/08/2009

Coluna Nova York - Por NESSIA LEONZINI

CULTURA

Esta charmosa livraria, revestida de madeira, que fica no coração do Upper East Side, tem uma ótima seleção de livros de ficção e monografias de artistas. Lá fora, prateleiras com catálogos das casas de leilões. Os vendedores são informados e sempre dispostos a encomendar os livros que não se encontram na casa. Peça para ver uma edição original de “Ulysses”, de James Joyce, uma das mil em circulação; ela está à venda por US$ 20 mil dólares. No porão, a maravilhosa coleçao de brinquedos antigos com milhares de soldadinhos de chumbo. Os livros usados ficam no balcão de cima.

Crawford Doyle Booksellers, na 1082 Madison Ave com 82th street




PASSEIO CULTURAL

O verão é o momento ideal para ir aos Cloisters, o museu de arte medieval afiliado ao Met. Situados no topo de uma colina, com vista para o rio Hudson , o museu foi financiado pela família Rockefeller que pagou pelo transporte de quatro claustros franceses dos séculos 12 ao 15 – coisas que só o dinheiro permite realizar. Os Cloisters tem uma coleção de cinco mil objetos, entre eles a famosa e enigmática tapeçaria “Unicórnio em cativeiro” (1495-1505) e a belíssima Anunciação, o “Altar de Mérode” (1425-1430), de Robert Campin. É um passeio delicioso.

Cloisters, no The Metropolitan Museum of Art.




PASSADO

Querem saber que cara tinha Manhattan quando ainda não havia Times Square, baratas e ratos morando nos metrôs?  Eram quilômetros e quilômetros de verde, parecidos com o Central Park, com riachos que desembocavam no Hudson e mais de mil espécies de animais que coabitavam na ilha, em total harmonia. O todo foi reencenado num magnífico setting. A exposição vai encantar as crianças e adultos também.

Mannahatta/Manhattan, Museum of the City of New York, na 1220 Fifth Avenue com 103th Street.




86th STREET

Outro sinal da recessão: a loja da Banana Republic, da Madison com a 85 fechou nesta semana. Por sorte, a da Rua 86 esquina com Terceira Avenida, a poucos quarteirões dali, continua aberta. A Rua 86 está animadíssima e um destino para as compras básicas: ganhou uma H&M e uma filial giganstesca da Barnes&Noble. Além do mais tem uma boca de metrô muito conveniente e o excelente hot dog do Papaya King para abocanhar entre uma loja e outra.

H&M – 86 com Lexington; B&N – 86 com Lexington; Papaya King – 86 com Terceira Avenida; Banana Republic – 86 com Terceira Avenida


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29/07/2009

Coluna Nova York - Por NESSIA LEONZINI

MODA


Parece que a recessão não atingiu a Marni, da designer Consuelo Castiglioni, fundada em 1994 e com loja no Soho desde 2002. Uma segunda boutique acaba de abrir numa linda casa em uptown, perto da Madison Ave. E a boa notícia é que traz a edição Summer09, mais barata, em exclusividade. Desenhada pela empresa Sybarite, a loja tem o mesmo visual minimalista e chique da coleção, apresentada em araras de aço que alongam a parede do lugar. Ah, e as vendas da Marni, em 2008, alcançaram 174 milhões de dólares, nada mal para os tempos de hoje.

Marni, na 21 East 67th Street.



OUTROS MUNDOS

A galeria Deitch está irreconhecível, reinventada pela dupla de artistas Jonah Freeman e Justin Lowe, em uma série de quartos que se conectam uns aos outros por escadas, buracos na parede e corredores lúgubres. A instalação se desenrola como se fosse uma montagem cinematográfica, uma combinação de cenários e arquitetura que refletem uma psicose urbana. São ambientes cheios de fios elétricos, móveis velhos e refugos da rua – uma loja de perucas, um salão com arte, um laboratório de drogas, um pequeno museu com espécimes conservadas em formol - criando um panorama social coletivo que dá medo, porque pode ser real. É uma das boas exposições para se ver neste verão.

Black Acid Co-Op, de Jonah Freeman e Justin Lowe, na Galeria Deitch até o dia de agosto.



ROMANCE

A série de concertos do Mostly Mozart é um evento que acontece em todos os verões. No entanto, deliciosas mesmo são as soirées musicais que começam às 10h30min da noite no auditório do Stanley H. Kaplan Penthouse - uma sala intimista localizada no 10º andar do Lincoln, com deslumbrantes vistas de Manhattan. O programa notívago dura uma hora e conta com grandes solistas e um repertório romântico. Perfeito para as noites tranquilas desta saison. Os boêmios adoram.


Little Night Music, no Stanley H. Kaplan Penthouse, 70 Lincoln Center Plaza, às 22:30.



WOW!

Imaginação é o que não faltava aos surrealistas. A partir dos anos 1930, o grupo passou a produzir uma arte permeada pelo erotismo e sexualidade, representados em esculturas, pinturas e objetos, utilizando materiais dos mais inusitados: Salvador Dali fez uma escultura de um busto de mulher com pão (1933) e a artista suíça Meret Oppenheim forrou uma xícara de café com pele (1936). Esta inesperada e absurda conjunção de elementos formou o objeto surrealista por excelência, estranho e poético ao mesmo tempo. São um deleite para os olhos (e os sensos) na curiosa e very sexy exposição do MoMA.

The Erotic Object: Surrealist Sculpture from the Collection: até o dia 4 de janeiro de 2010 no Museu de Arte Moderna de NY


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23/07/2009

Coluna Nova York - Por Nessia LEONZINI

UMA VIDA

O artista Dash Snow faleceu na semana passada, de overdose, aos 27 anos. Era carismático, tinha enorme talento e conquistava a todos que o conheceram. O mundo não tinha limites para Dash, o iconoclasta, que trabalhava com aquilo que tinha à mão, desde tubos de pintura até o próprio sêmen e vômito. Foi um dos artistas participantes da última Bienal do Whitney e sua obra figura em diversas coleções públicas. Fez parte do grupo Irak Crew e, sob o pseudônimo Sacer, deixou marcas em toda a cidade com grafitis assinados com as iniciais R.I.P. Há poucos dias, um mural colorido, enorme, surgiu na esquina da Houston com a Bowery, no mesmo local em que Keith Haring havia executado o painel dele, em 1982. O mural é dedicado a Dash Snow/Sacer/R.I.P., uma linda e comovente homenagem assinada pelos brasileiros Gustavo e Otavio Pandolfo, da dupla osGêmeos, que representam, no seu vocabulário característico, cenas do dia a dia misturadas com fantasias e momentos mágicos “de um mundo que vive dentro de nós, um sonho real”, segundo os artistas. Muito apropriado.


REVOLUÇÃO

Entre 1967 e 1980, o ativista negro Emory Douglas fez parte do grupo político Black Panther como ministro cultural e artista revolucionário. Com cinco mil membros, o partido visava efetuar transformações sociais através do engajamento político na comunidade afro-americana. Douglas desenhou os pôsteres e as publicações do Black Panther, sendo que o jornal do grupo atingiu uma circulação de 400 mil: o design vivo, incendiário, representava mulheres e homens de cabeça erguida, em atitudes de desafio aos abusos do poder e ao racismo predominante. A arte de Douglas, esteticamente poderosa e facilmente identificável, é sinônimo mesmo da Guerra dos Direitos Civis na América. Faz parte da história e está no New Museum para ser compreendida.



HISTÓRIA

David Goldblatt é um dos maiores fotógrafos da nossa época. Um nome desconhecido do grande público e muitas vezes de seus colegas de profissão. Atuando com uma testemunha da história, desde os anos 1960, Goldblatt - o observador - metódica e criticamente, registrou em imagem após imagem os efeitos do apartheid na África do Sul, país com cultura e paisagem atormentada pelo racismo. São fotografias que não dizem muito, mas dizem tudo: não é o “momento decisivo” que atrai o olhar, mas a rotina e os momentos particulares. Goldblatt é seduzido seja pela composição e formalidade estética (as linhas de uma ponte), seja pelo emocional (simples retratos), ou racional (um lavatório da comunidade negra). Aqui não há nada de espectacular, mas tudo conta. A obra, que cobre os 50 anos de carreira do fotógrafo, é uma revelação.


The Photography of David Goldblatt

New Museum


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16/07/2009

Coluna Nova York - Por Nessia LEONZINI

VIDA EM FAMÍLIA

O artista chinês Song Dong transportou para o MoMA os conteúdos da casa de sua mãe, literalmente. A instalação compreende 50 anos de material - objetos que ela guardou, sem descartar absolutamente nada, já que ela vivia sob o conceito wu qi yong ou “não desperdiçar”, uma forma de sobrevivência durante a Revolução Chinesa. O átrio do MoMA se transformou então numa paisagem surreal de xícaras, copos, cobertores, bonecas desmembradas, canetas, geladeira, cama e tudo aquilo que faz parte de uma casa, metodicamente arranjados pelo artista. Uma obra comovente e uma colaboração familiar que lida com a temporalidade de uma vida, com a passagem do tempo, com perda e permanência. Para ver o vídeo do making of clique aqui.

Waste Not, Projects 90: Song Dong: até 7 de setembro no Museu de Arte Moderna, MoMA.




INOVADOR

O artista belga James Ensor (1860-1949) foi um inovador. Uma figura seminal na vanguarda européia do século 19 e um dos precursores do expressionismo do século 20. Um artista engajado político e socialmente, envolvido no debate das ideias modernistas da época: era obcecado por máscaras e esqueletos, pelo carnaval, por cenas fantásticas, pelo tema da dupla personalidade e pelo simbolismo religioso. Seu profundo interesse estava na luz, que utilizou de maneira inovativa e alegórica. Os 120 trabalhos em exposição no MoMA revelam um artista surpreendente, de enorme influencia para as gerações posteriores.

James Ensor: até 21 de setembro no Museu de Arte Moderna, MoMA.



AQUÁRIO

Um filme fortíssimo vem aí: “The Cove”, que ganhou o prêmio da audiência no último Festival de Sundance, lida com o massacre anual dos 23 mil golfinhos no Japão, mais precisamente na cidade de Taiji, em Wakayama - o centro da exportação de golfinhos para aquários e shows no mundo inteiro e de matança para utilização da carne. É um documentário com momentos de suspense, já que foi filmado secretamente com câmeras de alta definição camufladas em ninhos de pássaros e pedras, e microfones plantados debaixo d’água. “The Cove” tem como personagem principal Ric O’Barry, o famoso treinador do golfinho Flipper. O produtor executivo é Jim Clark, empresário de sucesso e fundador da Netscape. O filme também lida com as várias organizações de proteção da vida marinha, com o alto teor de mercúrio nos peixes e as conseqüências dessa substância nos humanos. Isso quer dizer, bye bye sushi....


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08/07/2009

COLUNA NOVA YORK - POR NESSIA LEONZINI

Águas


A primeira quadrienal de arte pública acaba de abrir em Governors Island, uma ilhota que só pode ser acessada por uma balsa que sai de downtown de hora em hora. A ilha foi comprada dos habitantes nativos, os Mannahattas, por um holandês em 1637 e até os anos 1960 serviu de base militar. É um local muito charmoso, com prédios abandonados e vegetação silvestre. Este ano é palco para a mostra de arte contemporânea -  são 19 instalações site-specific, incluindo vídeos . O perfeito programa para um dia de sol.  Aproveitem para passar pela Praia, The Beach,  formada por 300 toneladas de areia importadas de Long Island – é possível até assistir a um dos muitos concertos que vão acontecer em julho e agosto neste mini-litoral de Manhattan.

PLOT quadrienal de arte pública

THIS WORLD & NEARER ONES

Apresentada por Creative Time

Aberta sexta, sábado e domingo

Governors Island




Combo

Outro programa divertido acontece no P.S.1, a instituição de arte em Long Island City, localizada a uma estação de metrô de Manhattan. As tardes dançantes tem música experimental e um público jovem e moderno que lota o pátio todos os sábados à tarde. A cada ano, PS1 abre um concurso para jovens arquitetos que desenham o cenário destas festas. São animadíssimas.

Warm Up

P.S.1 Contemporary Art Center




Grandes mestres

Há um êxodo de novaiorquinos a caminho de Boston. A razão é a extraordinária mostra que reúne três gigantes do renascimento veneziano, Tiziano, Tintoretto e Veronese. Os três mestres eram rivais e a sua relação, apesar de competitiva, era formada por incrível dinamismo e criatividade, o que resultou no “estilo veneziano” que conhecemos hoje.  Os quadros são maravilhosos. Além do mais, a curadoria é em colaboração com o Louvre . Das 57 obras que fazem parte da exposição,  14 vem de Florença e Veneza.  Imperdível.

Titian, Tintoretto, Veronese

Rivals in Renaissance Venice

Museum of Fine Arts, Boston

Até 16 de agosto


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01/07/2009

Coluna Nova York - Por NESSIA LEONZINI

EXCESSOS

Os adolescentes das escolas privadas do Upper East Side de Manhattan são um estereótipo de tudo que não vai bem, ou de tudo que vai bem, em Nova York. O novo reality show do canal Bravo que se chama, apropriadamente “NYCity Prep” ("prep" em inglês pode ter dois sentidos: preparatório ou preppie) segue cinco estudantes nas suas horas de lazer. Fazem parte do programa: limusines, personal shoppers em boutiques de luxo, restaurantes cinco estrelas, cartões de crédito ilimitado, muitas fofocas, brigas e reconciliações. Enfim, tudo que faz parte do mundo de um adolescente da classe alta novaiorquina. O que não se vê é supervisão dos pais. A série é um sucesso total e o seu conteúdo ao invés de surpreender, reforça o que já se sabia.



BOWERY

O chef Daniel Boulud resolveu apostar no sucesso do bairro Lower East Side e abriu um novo restaurante, especializado em hambúrgueres. A casa é simpática, barulhenta e high tech. A cozinha aberta é “decorada” por panelas de cobre, que dão a ilusão de alta gastronomia, e muita louça branca, como se fosse um bistrô francês. É cedo para julgar o menu de Daniel, mas pela reputação impecável do chef, espera-se o melhor. Os preços são muito razoáveis e o restaurante vive cheio de gente jovem e bonita. O nome, DBGB, faz alusão carinhosa ao defunto CBGB, o templo do rock punk que ficava ali do lado.

DBGB Kitchen and Bar: 299 Bowery perto da Houston St.

Telefone: (212) 933-5300



APOLLO

A essas alturas, quem já não ouviu dizer que Michael Jackson ganhou a Noite dos Calouros (Amateurs Night) no histórico Teatro Apollom, no Harlem, há mais de 40 anos? Aquela noite que deslanchou a sua carreira, aos 8 anos de idade, com os Jackson Five? Pois bem, a tradição continua a cada quarta-feira, desde 1934, a partir das 19h30. As noites são animadíssimas e muitas vezes apresentam boas surpresas. E se a música não for boa, so what? Estamos no coração do Harlem vivendo as noites de magia que consagraram nomes como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughn, Billie Holiday, James Brown, Fat Joe, Lauryn Hill, entre muitos outros, inclusive o do Rei do Pop!

Apollo Theater: 253 West 125th St


Telefone: (212) 749 2743

ApolloTheater.org



NOITES QUENTES

No verão, o jardim de esculturas do MoMA é o cenário perfeito para se ouvir música contemporânea. As gostosíssimas soirées musicais ao ar livre, este ano, contam com a parceria da Escola Juilliard e do Jazz/Lincoln Center que se apresentam, em domingos alternados, com repertórios inéditos. Um programão.

Summergarden 2009: New Music for New York

Nos quatro domingos de julho

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25/06/2009

Coluna Nova York - Por Nessia Leonzini

POINT

O Hotel Standard acaba de inaugurar seu restaurante, o Standard Grill, bem debaixo do High Line. A cozinha é comandada pelo chef Dan Silverman, do Lever House, um expert em “comfort food”- leia-se, frango assado, perna de carneiro e bife com batatas fritas, este último, um dos melhores ribs para dois da cidade. São três espaços, cada um diferente do outro. Lá fora é como uma alcova, uma delícia em um dia de verão. O bar, arrojado, serve comida e tem como décor os azulejos brancos dos metrôs de Paris. Já a sala de jantar é mais séria, com banquettes vermelhas, móveis de madeira e um chão super original forrado de pennies, o que lembra o interior de um steak house. O dono, Andre Balazs (do Mercer e Sunset Beach em Shelter Island) agitou, na semana passada, o society de Nova York quando convidou “family and friends” para conhecer o Grill e provarem o menu. Tudo por conta da casa. E claro, já está impossível de conseguir mesa... Ao menos que saibam o número da linha vip.

The Standard Grill, na 845 Washington Street com Rua 13.



VÍDEO

E falando no Standard, um vídeo, colaboração do artista Marco Brambilla com o atelier canadense Crush, está passando dentro do elevador do hotel. É uma colagem de mais de 400 imagens em movimento, inspirada na Divina Comédia, de Dante Alighieri: num momento o passageiro se sente no Inferno, e em outro, no Paraíso. Uma experiência única.



 


MÚSICA

Todos os anos, um dos pontos altos do verão norte-americano é o festival de Música Marlboro, no estado do Vermont, que acontece nos cinco fins de semana entre julho e agosto, no campus do Marlboro College. Fundado em 1951 (esta é a 59ª temporada) pelo pianista austríaco Rudolph Serkin, que emigrou durante o Holocausto, Marlboro é uma colônia de férias para músicos consagrados ou não. Uma ideia utópica que deu certo, um berço para jovens estudantes de música. Os diretores atuais do Marlboro são nada menos que os renomados pianistas Michiko Uchida e Richard Goode, e são eles que dirigem as classes e os ensaios. Wow!  Durante as sete semanas de “retiro”, os músicos em residência ensaiam a fundo mais de 240 peças musicais e, nos fins de semana abertos ao público, ouve-se o melhor. Além de Uchida e Goode, uma lista brilhante de músicos participa dos recitais entre os quais, este ano, está o celista David Soyer, do Guarneri Quartet. Para os amantes da música clássica é um programa dos sonhos; para os leigos, uma ótima iniciação. Além do mais, Marlboro, um vilarejo com uma populaçao de 978, tem pousados charmosas e restaurantes simpaticíssimos.

Marlboro Music, de 18 de julho a 16 de agosto


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17/06/2009

COLUNA NOVA YORK - POR NESSIA LEONZINI

REPAGINAÇÃO

Outro sinal da recessão: a revista de domingo do “New York Times” ficou 9% menor, aparada aqui e ali, em cima e dos lados. Adaptada aos novos tempos e ao custo alto do papel. O jornal, que se dizia ser “o mais alto e mais largo”, não só encolheu, mas também mudou de cara: a fonte ficou menor e o design mais contemporâneo. Uma das suas modificações aconteceu na coluna Food - de receitas e culinária -, que passou para o começo da revista. Será que com a crise econômica, o povo voltou para a cozinha? É o que dizem por aí.



 


FAZENDO ARTES

Quantos apps cabem em um Iphone? O número parece infinito, é só olhar para a lojinha AppStore online. Uma aplicação que está agradando o mundo da arte são os pincéis, ou brushes, que vem com uma palheta de cores extraordinária, uma opção de pincéis que ficam mais finos ou mais espessos com o toque na tela e um zoom poderoso. É possível arquivar as ideias, transportar as obras para outros suportes, e maravilha! Fazer um replay do processo criativo, segundo por segundo. Brushes ganhou notoriedade na semana passada, quando foi parar na edição da revista“The New Yorker” do dia 1°de junho. O artista Jorge Colombo desenhou a capa com uma vista bem novaiorquina de um carrinho de cachorro-quente, executada inteiramente em Brushes.



 


BEATLES

Paul vem aí. O ex Beatle, Paul McCartney inaugura o programa de música em Citi Field, no extinto Shea Stadium, 44 anos após os Beatles tocaram ali pela primeira vez, com um público recorde de 55 mil pessoas. Paul reabre sozinho, é claro, com repertório Wings e algumas canções dos velhos tempos. Faça chuva ou faça sol, é um bom programa de verão.

Paul McCartney: dias 17 e 18 julho no Citi Fields, em Nova York.



 


INFRAESTRUTURA

O ambiente do Madison Square Park é uma alegria só. Formas geométricas coloridas criam estruturas - plataformas, passagens e bancos - que vão se desdobrando de maneira pictórica pelo meio ambiente. A obra é da artista Jessica Stockholder, que também interferiu no paisagismo, com plantas misturadas com baldes de plástico e outros objetos de cores fortes. “Flooded Chambers Maid”, como é chamada a instalação, é um trabalho meditativo e representa uma perfeita conjunção entre o natural e o fabricado, entre o racional e o irracional.

Flooded Chambers Maid de Jessica Stockholder: Madison Square Park, 23rd St com 5th avenue. Até o 15 de agosto

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12/06/2009

COLUNA NOVA YORK POR NESSIA LEONZINI

ROMANCE


Michelle e Barack Obama vieram a Nova York namorar no último sábado à noite. Primeiro jantaram no Blue Hill, um restaurante “low key” do Village e depois foram ao teatro, na Broadway. Escolheram bem.


* Blue Hill é muito querido e respeitado no meio gastronômico local. O dono, Dan Barber, é um pioneiro na culinária sustentável e já foi eleito uma das pessoas mais “influentes” pela revista norte-americana “Time”: os ingredientes dos pratos chegam diariamente da fazenda dele, que fica a 45 minutos da cidade, e o menu sazonável conta sempre com deliciosas surpresas. A lista de vinhos apresenta ótimas opções de preços. O Blue Hill tem só 55 lugares, o clima é bem silencioso e muito romântico.


* Ah... Os Obamas foram assistir “Joe Turner’s Come and Gone”, um revival da peça de August Wilson que lida com a escravidão. Mais politicamente correto, impossível!


* Blue Hill: Washington Place, 75, entre a 6ª Avenida e a Rua Mac Dougal. Telefone: (212) 5391776.



TINTA


As três instalações do artista Charles Ray, numa galeria do Chelsea, estão sendo vistas pela primeira vez em 20 anos. A mostra é imperdível.  “Ink Line” [linha de tinta], de 1987, é um fluxo de tinta negra que viaja continuamente de um buraco do tamanho de uma moeda no teto para um buraco similar no chão. À primeira vista, parece uma linha estática e  à medida que se vai chegando mais perto, nota-se um movimento sutil no jato de tinta. Em seguida, tenta-se resolver o mistério de sua construção. Nada disso importa diante da simplicidade visual da linha preta e da complexidade imagética que ela comporta. 

* Charles Ray: Ink Line, Moving Wire, Spinning Spot, Matthew Marks Gallery, 523W24, até 27 de junho



 


PONTAS


Nesta temporada, o ballet Giselle, um dos favoritos do público de dança clássica, tem quatro bailarinas russas no papel principal. Entre elas, Nina Ananiashvili, que se aposenta no final da temporada. Ela é maravilhosa e sua Giselle cheia de paixão e de fouettés energéticos.


*Seus braços e pernas parecem esticar no vazio milagrosamente. Acompanhada pelo brasileiro Marcelo Gomes, formam um par ideal.


*Giselle: American Ballet Theater Metropolitan Opera House, no Lincoln Center.


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03/06/2009

COLUNA NOVA YORK - POR NESSIA LEONZINI

Feltro


O feltro é um material feito a partir da fricçao de fibras de lã com a umidade. É versátil e flexível, de manuseio fácil e gostoso no toque. É usado na fabricação de móveis, nas áreas de arquitetura, design e moda. A mostra do Cooper Hewitt é fascinante e cobre tudo isso e muito mais.

Fashioning Felt

Cooper-Hewitt National Design Museum


Até 7 de setembro



Música


Com o verão, chega também o Mostly Mozart. A série musical, uma das mais queridas do novaiorquino, tem como atração principal o grupo de dança de Mark Morris. Junto a Yo-YoMa no cello e Emanuel Ax no piano, esse é um trio imbatível. Imperdível.

Mark Morris

De 19 a 22 de agosto

Mostly Mozart

Lincoln center

26 de julho a 27 de agosto


Palco


Nada como boas risadas para aliviar a recessão econômica. A peça "God of Carnage" tem um elenco estelar - James Gandolfini de "Os Sopranos" é maravilhoso - e um texto de  Yasmina Reza (Art, 1994) que conta a história de dois casais em meio a brigas. A peça está fazendo tanto sucesso que foi prorrogada até o 15 de novembro, com os mesmos atores. Em tempos de crise, essa é a melhor recomendação.

God of Carnage - Com James Gandolfini, Hope Davis, Jeff Daniels e Marcia Hayden-Guest

No Bernard B. Jacobs Theatre - 212 239-6200



Rock


Grizzly Bear – não se esqueçam do nome desse grupo que vem do Brooklyn e está conquistando o país. Lançaram seu primeiro disco há 3 anos, mas foi nesses últimos meses que o hype se espalhou de boca em boca, graças a apresentações lotadas em NY e Washington.  As orquestrações são poderosas e a harmonia musical tem prioridade sobre o ritmo, construído sobre estruturas musicais do folk e rock psicodélico. Confiram Veckatimest, o último lançamento. É tudo de bom.


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27/05/2009

COLUNA NOVA YORK - POR NESSIA LEONZINI

Arte

Duas pinturas e dez desenhos que representam saunas, piscinas e banheiros públicos compõem a belíssima mostra da artista brasileira Adriana Varejão, numa galeria do Chelsea, em Nova York. Os azulejos que revestem esses interiores virtuais se desenvolvem a partir da complexa perspectiva que, por sua vez, forma uma ilusão de tridimensionalidade. Com maestria, a artista joga com planos de luz e sombra que atraem o olho, de primeira, e em seguida, a alma. Nas duas pinturas, uma delas monumental, Varejão demonstra o completo domínio da linguagem pictórica. A sensualidade e poesia predominam.

Two paintings and Ten Drawings

Lehmann Maupin Gallery

Até 10 de julho



Refletor

Times Square virou um palco iluminado! Inspirado no modelo dinamarquês, o prefeito Bloomberg fechou os quarteirões da Broadway entre as ruas 47 e 42 esperando assim diminuir o número de carros que circulam em Manhattan. E o que o povo fez? Puxou as cadeiras (as 350 cadeiras são cortesia de um grupo de homens de negócios) e instalou-se para curtir o carnaval de luzes dos anúncios, trabalhar no lap top, tomar banho de sol, ou simplesmente fazer uma pausa enquanto os carros se amontoam na faixa de trânsito. A opinião do novaiorquino, em geral, é positiva. Mas não se atreva a perguntar aos taxistas o que eles pensam dessa novidade.


Pechincha


Colecionar arte não é privilégio. Com paixão e apenas US$ 100 é possível comprar arte assinada por grandes artistas. E a venda anual da Acria - Aids Community Research Initiative of America - é um ótimo lugar para se começar uma coleção. A edição deste ano tem curadoria da artista Jane Holzer, que convidou artistas renomados como Kenny Scharf e Terence Koh, entre outros, para produzir edições de alta tiragem em fotografia e outras mídias que têm 100% de suas vendas revertidas às pesquisas da Aids. É isso mesmo: comprem arte e façam o bem.

Unframed 2009

até 3 de junho

15 Union Square West

US$ 20

Preços das edições a partir de US$ 100



Escorredor


A gastronomia novaiorquina é caracterizada por novidades culinárias que fazem uma aparição repentina e muitas vezes desaparecem de cena, do mesmo modo como chegaram. Mas o ramen – a sopa de macarrão japonês – , que fez uma entrada triunfal pela mão do chef  David Chang , do Momofuku , parece que veio para ficar. O novo templo do ramen é o Ippudo, no East Village, que faz parte de uma cadeia de mais de 50 restaurantes no Japão. Quem diria! O ramen do Ippudo feito artesanalmente e preparado com ingredients frescos, vegetais e carnes que emanam um cheiro delicioso que vai até a rua. E por US$15 não se pode comer melhor. Atenção: não se reservam mesas e as filas lá fora são longas.

Ippudo

65 Fourth Avenue com a Rua 9

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20/05/2009

COLUNA NOVA YORK - POR NESSIA LEONZINI

Moldura


Este ano marca o centenário de um dos grandes pintores do século 20, o inglês Francis Bacon, nascido em Dublin, em 1909. Para celebrar a data, o Met abre uma retrospectiva, a primeira em mais de 20 anos, da qual fazem parte 130 trabalhos que cobrem os períodos mais significativos de sua longa carreira. A mostra apresenta uma reavaliação da obra de Bacon a partir de arquivos que apareceram depois de sua morte, em 1992.  A pintura de Bacon lida com personagens tortuosos, figuras expressivas, dominadas por fortes emoções,cheias de mistério e, curiosamente, muito  sofisticadas.  São telas que continuam a chocar.

Francis Bacon: A Centenary Retrospective

Metropolitan Museum of Art

Até 16 de agosto




Expansão

A ala de Arte Americana do Met, The American Wing, está de cara nova, a um custo de US$ 100 milhões. Valeu a pena. O pátio, que era sóbrio e sem graça, desfruta, agora, de ampla luz do sol que entra pelos janelões de vidro: a vista para o parque é linda. Os elevadores transparentes levam às galerias de artes decorativas em que estão os quartos de época, que vão de aposentos do século 17 à sala de estar de Frank Lloyd Wright, em pleno século 20. Outra novidade está no mezanino, especialmente restaurado para acomodar a belíssima coleção de cerâmicas americanas do colecionador Robert Ellison: as 300 peças em exposição formam um bom exemplo de uma arte que muitas vezes passa despercebida.

The New American Wing: The Charles Engelhard Court and the Period Rooms

The Metropolitan Museum of Art




Ângulo

O fotógrafo Leonard Freed faz parte de um grupo que praticou o que hoje se chama de “fotografia engajada”, o fotojornalismo de natureza sócio-politica. Nos anos 1960, quando o sul do país era ainda segregado, Freed registrou a vida diária do negro norte-americano em atividades rotineiras: o gospel, as ruas, a vida nas prisões, os concursos de beleza. Não se envolveu muito nos movimentos de direitos civis, mas suas imagens expressam,  melhor do que ninguém,  o espírito e a força das minoridades norte-americanas e a discriminação de então. Estas fotografias emocionam até hoje.

Leonard Freed

Black in White America

Até  13 de junho

Bruce Silverstein Gallery



Hall


Será que o novo Cooper Square Hotel vai poder competir com o The Standard? O edifício de vidro de 21 andares, do arquiteto americano Carlos Zapata, tem seu charme. É administrado por Klaus Ortlieb, que vem do Claridge’s de Londres, está bem localizado, no Bowery, do lado da Cooper Union, na boca do East Village, tem um terraço maravilhoso com uma vista de Manhattan de cair o queixo, a escala é íntima e os quartos, pra lá de charmosos. Na arquitetura, incorporou um “tenement”, um predinho típico dos velhos tempos com os seus moradores. E os preços? São muito muito mais altos do que no The Standard. Começam a US$ 375 e vão até US$ 1 mil. No momento de recessão galopante, isso conta.


Cooper Square Hotel

25 Cooper Square


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13/05/2009

COLUNA NOVA YORK - POR NESSIA LEONZINI

Tour de force

São 750 quilos de especiarias, incluindo gengibre, cominho e cravo; 3 quilos de flores de lavanda e outros 3 quilos de flores de camomila; 182 quilos de areia, 35 quilos de arroz, 35 quilos de pedregulhos de rio, milhares de metros de tule de poliamida, centenas de quilos de bolinhas de isopor, entre outros materiais, que constituem a monumental instalação do artista brasileiro Ernesto Neto. Anthropodino, como é chamada,  tem 59m de comprimento, 37m de largura, 21m de altura e praticamente cobre a extensão do gigantesco hall do Armory, na Park Avenue, num momento de convergência única entre arte e arquitetura, magia e surpresa, admiração e pasmo. É o maior trabalho escultural de Neto. O artista consegue extrapolar o espaço físico intimidante do Armory dominando e , ao mesmo tempo, transformando as linhas rígidas do edifício num fluido harmonioso de formas orgânicas e sensuais. Toca-se , cheira-se, deita-se, anda-se por Anthropodino. Não existem limites, o artista está nos dizendo. A arte é viva, vivam a arte.

Ernesto Neto

Anthropodino

Wade Thompson Drill Hall

Park Avenue Armory,  Park Avenue com Rua 67

Até 14 de junho



Ícone

Há sempre uma mulher atrás de um grande homem, dizem os sábios. E, no mundo da moda, um grande modelo atrás de um costureiro. O papel da Musa no universo fashion é o de personificar o ideal de beleza, e o da fotografia de moda, de documentar as transformações na sociedade e nos costumes do momento –  essa relação recíproca é a premissa da exposição do Met. Mas, infelizmente, o que se vê no museu é uma foto atrás de outra, uma roupa e mais uma, sem que a profunda simbiose entre modelo e designer transpareça. A mostra é  uma carinhosa homenagem  às supermodelos (dos anos 1947-1997) - Linda, Naomi, Christy, Cindy - imediatamente identificadas pelo seu primeiro nome, e às pioneiras, Donyale Luna, Twiggy, Lisa de Fonssagrives, Lauren Hutton, Suzy Parker, Peggy Moffat, Verushka, Jean Shrimpton. Elas estão todas no Met, de uma forma ou de outra, adornando as paredes com sua graça e beleza, mas onde está o conteúdo? Não deixa de ser um prazer revisitar fotografias icônicas como Dovima com Elefante, de Richard Avedon, ou o filme radical de William Klein, “Quem tem medo de Polly Magoo”, grande inspiração dos anos 1960.

The Model as Muse: Embodying fashion

Até 9 de agosto

Metropolitan Museum of Art



Platão

Na majestosa mansão da rua 79, em pleno Upper East Side, em uma das partes mais chiques de Manhattan, ensina-se filosofia e as alegrias da vida. A escola que se chama School of Practical Philosophy é uma espécie de Casa do Saber com cursos sobre os transcendentalistas norte-americanos - como Ralph Waldo Emerson -, aulas de meditação e tópicos como felicidade, amor, liberdade e presença de espírito. Os segredos do universo, desse jeito, ficam até mais fáceis de serem compreendidos.

School of Practical Philosophy

12 East 79th Street


 


Hotelaria

Em poucos meses, o Standard se transformou no pouso mais descolado da ilha. A modernidade do edifício de 20 andares de Todd Schlemann, da Polshek Partneship Architects, agrada aos estetas - no arrojado vão livre sente-se a inspiração de Lina Bo Bardi - enquanto o profissionalismo do hotelier André Balazs provê um serviço e staff impecáveis. Além do mais, os preços acessíveis acomodam as duras penas da recessão. O terraço é um ótimo lugar para ver e ser visto no final de tarde. Atenção: as banheiras, que ficam bem no meio dos quartos, têm vista de 360º. Mas privacidade, nem tanto.

The Standard

848 Washington Street


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06/05/2009

COLUNA NOVA YORK - POR NESSIA LEONZINI

Paz e amor


Em 1983, no auge da perseguição chinesa, alguns monges budistas escaparam do Tibet e se refugiaram num monastério do século 14, o  Rato Dratsang, no estado de Karnataka, no sul da India. Outros monges seguiram e hoje são 120, que se dedicam ao estudo da lógica budista sob a tutelagem de Sua Santidade, o Dalai Lama. Um deles, o monge Nicholas Vreeland, neto da legendária Diana Vreeland, é um excelente fotógrafo que trabalhou com Richard Avedon e Irving Penn, em NY, antes que sua vida mudasse drasticamente de rumo: hoje é um dos braços direitos do Dalai Lama. Vreeland documentou, em comoventes imagens em PB, a vida diária dos monges e a natureza local. Uma mostra itinerante, que começa em Nova York, apresenta 20 fotografias cuja venda será inteiramente revertida à restauração e preservação do monastério. Os mais generosos ganham um presente muito especial… É, o zen compensa.


Photos for Rato

Nicholas Vreeland


18 de maio, das 15h às 21h

Aurora Lopez-Talavera Studio

145 Avenue of the Americas, entre a Dominick e a Spring Street

Rato Dratsang Foundation




I Love Brazil


Já era tempo! A lojinha do MoMA está festejando o design brasileiro com 75 objetos que evocam “as cores e formas do país”… whatever, como de diz por aqui. Mas é ótimo ver o Banquinho Mocho de Sérgio Rodrigues, a Cadeira Paulistana de Paulo Mendes da Rocha, as bolsas de Gilson Martins e objetos de casa dos irmãos Campana nas prateleiras do MoMA Store entre as muitas outras belezuras do nosso Brasil.

MoMA Design Store Destination: Brazil 



Arte


No norte de Uganda, meninos de menos de 10 anos de idade são obrigados a matar enquanto  meninas sequestradas, e ainda mais jovens, são transformadas em escravas sexuais. Essas são duas das formas mais hediondas do tráfico humano que assola alguns países da África contemporânea. O artista plástico norte-americano Ross Bleckner achou uma maneira de ajudar e viajou para Gulu, no norte da Uganda, onde tomou parte de um programa de reabilitação das crianças vítimas da guerra. Bleckner foi o primeiro e outros artistas estão seguindo a sua iniciativa. Arte é terapia e a prova está na exposição composta por 200 pinturas à mostra nas Nações Unidas.


Welcome to Gulu

Nações Unidas

United Nations Office on Drugs and Crime

International Criminal Court Trust Fund for Victims


Paixão


Arte e vida se confundem no trabalho da artista francesa Sophie Calle. Quando ela recebeu uma carta do seu amante terminando a relação amorosa, Calle pediu a 107 mulheres para que  interpretassem o “fora” do ponto de vista professional de cada uma. A instalação, que fez parte da última Bienal de Veneza, examina as possibilidades das emoções humanas em todas as áreas - antropológica, criminológica, filosófica, humorística, etc. Até um papagaio faz parte do repertório! Maravilhoso.


Sophie Calle

Take Care of Yourself

Até 6 de junho

Paula Cooper Gallery

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